Brasileiros que falsificavam documentos são presos na Espanha
EFE
MADRI - A Polícia espanhola desarticulou uma quadrilha de brasileiros que falsificava documentos de identidade portugueses, em uma operação na qual cinco pessoas foram presas em Madri e Vitoria (norte), segundo um comunicado divulgado nesta terça-feira no site da corporação.
A Direção Geral da Polícia e da Guarda Civil espanhola não revelou a identidade completa dos integrantes do grupo que foram detidos.
Foram presos em Madri Amando César D.S., de 48 anos; Marta Beatriz S.A.R., de 35 anos; Susana D.T., de 36 anos; e Wellington D.P., de 25 anos.
Alexandre B.S., de 30 anos, foi preso em Vitoria, capital da região do País Basco, acusado de ser o responsável pela lavagem do dinheiro obtido pelo grupo com a venda dos documentos falsos.
As investigações começaram em julho deste ano, quando a Polícia descobriu uma rede internacional de falsificação de documentos e imigração ilegal.
A documentação apreendida na operação permitiu à Polícia chegar a Amando César, que também falsifica documentos e favorece a imigração ilegal.
Principal responsável por uma das ramificações da organização na Espanha, Amando César contava com colaboradores em várias províncias espanholas que se encarregavam de conseguir compradores para os documentos falsificados.
A rede tinha apartamentos alugados, onde os imigrantes ilegais, todos brasileiros, eram alojados à espera dos documentos falsificados.
Na casa de Amando César, a Polícia encontrou um sofisticado equipamento de informática que permitia tanto a falsificação de documentos em papel como em PVC, o que, segundo a Polícia, demonstra a perícia e a avançada técnica da quadrilha.
Os integrantes do grupo também tinham uma impressora para falsificar carteiras de motorista, já com o novo formato europeu, cujo preço no mercado ronda os US$ 2 mil.
Foram apreendidos selos falsos da Delegacia Geral de Imigração e Documentação, da Direção Geral da Polícia e de diversos consulados
