Kirchner pede a Uruguai que não realce xenofobias
EFE
BUENOS AIRES - O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, pediu ao uruguaio Tabaré Vázquez que não enlouqueça nem realce xenofobias do passado, ao criticar hoje a custódia militar de uma fábrica de celulose finlandesa que é construída no Uruguai e é motivo de um conflito bilateral.
- Não merecíamos esta afronta - disse durante um ato público em referência à decisão de Vázquez de ordenar às Forças Armadas a vigilância da fábrica de celulose que a empresa finlandesa Botnia constrói na cidade de Fray Bentos, às margens do rio Uruguai, que marca a fronteira com a Argentina.
Kirchner assegurou que lhe deu 'muita pena' a decisão de Vázquez, a quem pediu que "retifique esse erro" e advertiu que "não se deve buscar lucros internos e realçar xenofobias do passado".
O chanceler argentino, Jorge Taiana, assinalou que o Governo de Buenos Aires avalia enviar uma nota de protesto ao Uruguai, enquanto o ministro do Interior, Aníbal Fernández, considerou que a atitude das autoridades uruguaias foi "desmedida".
- Por Deus, não se deve enlouquecer nem se deve buscar lucros internos em algo que nos comove, tratando de mostrar xenofobias do passado -insistiu Kirchner, perante uma multidão, por ocasião dos festejos dos 200 anos da cidade de San Andrés de Giles, a 100 quilômetros de Buenos Aires.
