Congresso do Peru antecipa eleições gerais para abril de 2024

País vive onda de protestos desde tentativa de golpe de Castillo

Por JB INTERNACIONAL

Protestos no Peru já deixaram 27 mortos

O plenário do Congresso do Peru aprovou na noite dessa terça-feira (20) a antecipação das eleições gerais para abril de 2024. A mudança na data do pleito, que deveria ocorrer apenas em 2026, foi aprovada com 93 votos a favor, 30 contrários e uma abstenção.

Conforme o texto, a atual chefe de Estado deve concluir o seu mandato em 28 de julho de 2024 e o Congresso encerrará as atividades dois dias antes.

A proposta de antecipação das eleições havia sido apresentada pela própria presidente, Dina Boluarte, em meio aos protestos sociais que se seguiram desde que o então mandatário, Pedro Castillo, tentou dar um golpe de Estado e implementar um governo de exceção no dia 7 de dezembro.

O político, que estava no poder há apenas 16 meses, foi destituído e preso no mesmo dia. Boluarte, que era a vice-presidente, foi empossada horas depois como líder do país, sendo a sexta mandatária desde 2018.

Já os protestos se intensificaram por todo o país, mas foram mais graves ao sul do território. Até o momento, foram confirmadas 27 mortes de pessoas nos atos, incluindo adolescentes.

 

México

Após o governo do México conceder asilo político a três familiares do ex-presidente Castillo, a atual ministra das Relações Exteriores, Ana Cecilia Gervasi, anunciou que o embaixador do país no Peru, Pablo Monroy, foi considerado "persona non grata". Com isso, o diplomata precisará sair de Lima até quinta-feira (22).

O governo adotou a medida contra o embaixador Monroy por conta das "repetidas declarações das máximas autoridades do México sobre a situação política no Peru que constituem uma ingerência em nossos assuntos internos e são uma violação do princípio de não intervenção", afirmou Gervasi.

Monroy não se manifestou sobre a expulsão, mas o ministro das Relações Exteriores mexicano, Marcelo Ebrard, usou as redes sociais para afirmar que considera a decisão "infundada e reprovável". "A conduta de nosso embaixador está ligada ao direito e ao princípio de não intervenção. O México não vai mudar a sua posição", escreveu. (com agência Ansa)