Talibã usa gás lacrimogêneo para dispersar protesto de mulheres em Cabul
Mulheres afegãs tentaram realizar um protesto na capital do Afeganistão, mas teriam sido dispersas após o movimento usar gás lacrimogêneo e espancar pelo menos uma das ativistas
O Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) usou gás lacrimogêneo e tiros no ar para dispersar um grupo de mulheres afegãs que saíram às ruas de Cabul, Afeganistão, para exigir igualdade de direitos, informa no sábado (4) o correspondente da Sputnik.
[tradução: Várias ativistas e jornalistas dos direitos das mulheres manifestaram-se e foram tratadas violentamente em Cabul. Os manifestantes dizem que a violência começou depois que as forças do Taleban as impediram de marchar até o palácio presidencial. Segundo eles, o Taleban usou gás lacrimogêneo para evitar novos protestos.]
Os protestos foram motivados por as mulheres estarem preocupadas com suas atuais oportunidades educacionais, assim como com o emprego.
Segundo um tweet da agência afegã TOLOnews, as mulheres tentaram fazer uma marcha em direção ao palácio presidencial de Cabul, mas foram impedidas após o Talibã usar gás lacrimogêneo.
Um correspondente relata que apoiadores dos talibãs espancaram Rabia Sadat, uma das ativistas, em uma praça próxima ao palácio presidencial.
[Rabia Sadat é uma das manifestantes de hoje [4] em Cabul espancada pelo Talibã.]
No início de agosto, o Talibã intensificou sua ofensiva contra as forças governamentais no Afeganistão, em meio à saída da coalizão ocidental do país. Em 15 de agosto, os militantes entraram na capital e assumiram o controle do palácio presidencial, anunciando no dia seguinte que a guerra no Afeganistão terminou, e que a forma de governo no país seria esclarecida em breve.
Vários protestos semelhantes ocorreram no Afeganistão por medo de o movimento excluir as mulheres da vida política e socioeconômica do país. Os militantes disseram que somente as mulheres afegãs que usassem o véu islâmico teriam acesso à educação e ao trabalho. (com agência Sputnik Brasil)
