Rússia investiga 3 hipóteses para acidente aéreo em Moscou
Incêndio em avião da Aeroflot deixou 41 pessoas mortas
Os investigadores russos trabalham com três linhas principais para desvendar o acidente aéreo que matou 41 pessoas no Aeroporto Internacional Sheremetyevo, em Moscou, neste domingo (5).
Um porta-voz do Comitê Investigativo da Rússia disse à agência Interfax que as hipóteses incluem "competências insuficientes" de pilotos, controladores de tráfego aéreo e técnicos que trabalharam na aeronave; um defeito no avião; e mau tempo.
As caixas-pretas do jato, um Sukhoi Superjet 100, já foram recuperadas pelos investigadores, mas ainda não se sabe se elas foram danificadas pelo incêndio. O avião decolara de Moscou com destino a Murmansk, mas teve de retornar à capital por causa de uma emergência.
Como os tanques de combustível estavam cheios, os motores da aeronave acabaram se incendiando por causa do forte impacto no solo durante a aterrissagem. Membros da tripulação relataram que o jato foi atingido por um raio logo depois da decolagem, o que interrompeu momentaneamente suas comunicações.
Apesar da velocidade do resgate - o avião foi evacuado em 55 segundos, de acordo com a companhia aérea Aeroflot -, 41 das 78 pessoas a bordo morreram.
Uma fonte anônima, no entanto, disse à Interfax que a operação foi prejudicada por "passageiros em pânico que começaram a pegar suas bagagens após o impacto com o solo". "Isso bloqueou a evacuação dos passageiros dos assentos da parte de trás, que morreram no incêndio", afirmou.
Nove pessoas ficaram feridas, sendo que três estão em estado crítico.
