Volta de Museu do Cão faz sucesso

Depois de mais de 30 anos, o museu dedicado ao animal voltou à Nova York

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Mulher admira obra com a cadela Millie Bush, a springer spaniel inglesa companheira de George H. e Barbara Bush

Nova York - Depois de mais de 30 anos longe de Nova York, o Museu do Cão voltou à Grande Maçã na última sexta-feira. Com a nova sede, o museu, que conta com pinturas e esculturas caninas, pretende "sair do esquecimento" e tem como expectativa receber cerca de 100 mil visitantes ao ano.

O museu foi inaugurado com uma pequena coleção em Nova York em 1982, mas em 1987 foi transferido para a St Louis, no Missouri, uma das principais cidades do Centro-Oeste dos EUA. A mudança levou o espaço para um lugar maior, mas afastou os cães do grande circuito turístico.

Ao "repatriar" a coleção para Nova York, a organização espera seduzir os muitos amantes de cães da capital financeira norte-americana, conhecidos pelo cuidado com seus cães, onde é comum ver cachorros passeando em carrinhos de bebê e vestidos com roupas de caxemira no inverno.

O novo museu também pode esperar atrair alguns dos milhões de turistas que visitam todos os anos os muitos museus em Nova York. Os organizadores estimam de receber cerca de 100 mil visitantes. "É ótimo para mostrar uma coleção que definhava no escuro", disse o diretor executivo do museu, Alan Fausel - especialista em arte canina. A localização também é convidativa - bem perto da Grande Terminal Central de Manhattan, maior estação ferroviária do mundo.

O American Kennel Club, é o responsável pela coleção que conta com cerca de 2.000 pinturas, fotos, esculturas e outros itens dedicados aos cães. Algumas das telas permitem documentar a evolução das raças. "Os comentários sobre as pinturas são sobre anatomia, morfologia, como se estivessem em competições de criação ", aponta Fausel.

A abertura do museu coincidiu com a Semana de Westminster, exposição de cães de raça promovida anualmente pela AKC.