{{channel}}
Putin quer que escudo antimísseis inclua a Rússia
Obama pressiona Senado para aprovar acordo que limitaria armamentos russos e americanos Putin vinculou um possível aumento da quantidade de armamentos nucleares russos ao destino do escudo antimísseis pleiteado pelos EUA. -->– Não é uma ameaça – adiantou Putin. – Estamos simplesmente falando que isso é o que todos nós esperamos que aconteça, se não concordarmos com um esforço conjunto. -->De acordo com o primeiro-ministro, se o escudo excluir a Rússia e incluir instalações ao longo de suas fronteiras, Moscou vai encarar o ato como uma ameaça. Putin disse ainda que o país será obrigado a responder com a expansão e modernização dos seus armamentos. -->Um obstáculo para essa ameaça pode estar na ratificação do novo tratado Start, no Senado americano. O acordo limitaria os armamentos nucleares dos Estados Unidos e da Rússia, além de permitir inspeções mútuas. -->O governo americano tem pressionado o Senado para ratificar o projeto na sessão final de mandato, porém, alguns republicanos pediram o adiamento. O tratado Start original, que entrou em vigor em 1994, expirou no ano passado. -->Os russos entenderam que o tratado empacou na política doméstica dos EUA, observa Irina Kobrinskaya, analista do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais da Academia Russa de Ciências. No entan to, se o Senado não ratificar, isso fortalecerá a ala conservadora das Forças Armadas de Moscou, que desconfia das relações de Medvedev com Washington. -->Em um encontro em Lisboa, o presidente americano, Barack Obama, convidou a Rússia ter alguma função no futuro do escudo antimísseis, que pode ser através de ligação entre as instalações do país e o escudo europeu. -->Candidatura Putin, que ocupou a Presidência russa de 2000 a 2008, disse que decidirá se vai se candidatar ao cargo só no próximo ano. Ele reagiu furiosamente à divulgação de documentos nos quais diplomatas americanos o chamaram de Batman, e Medvedev, de Robin. A revelação foi feita pelo site WikiLeaks. -->– A verdade é que isso gira em torno de nossa interação, fator importante de políticas domésticas nos EUA – concedeu Putin. – Mas, para ser honesto, não suspeitávamos que isso fosse feito com tamanha arrogância, com tanta pressão e de forma tão antiética. -->Apesar da irritação, Putin sugeriu que os documentos foram fabricados pelo WikiLeaks. -->Tradução: Victor Barros
