Senadores que tentaram virar prefeitos não foram eleitos

Por Luiz Orlando Carneiro, Brasília 

Os senadores — que representam seus estados no Congresso Nacional, com mandato de oito anos, e direito a dois suplentes — não andam com muito prestígio nas capitais, a julgar pelos resultados colhidos pelos que se candidataram nestas eleições municipais. Cinco integrantes do Senado Federal resolveram retornar às capitais de seus estados como prefeitos, mas nenhum deles conseguiu ser o mais votado no primeiro turno. Dois deles vão disputar o segundo turno, mas na condição de segundos colocados no primeiro.

Segundo turno

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), com apenas 19,95% dos votos válidos, vai enfrentar, no dia 28, o ex-senador Arthur Virgílio (PSDB), que foi o preferido por 40,55% dos eleitores de Manaus no último domingo. O senador Cícero Lucena (PSDB-PB), por sua vez, conquistou 20,27% dos votos contra 38,32% recebidos por Luciano Cartaxo (PT) no primeiro turno do pleito em João Pessoa.

Derrotas fragorosas

Os outros três senadores que tentaram a eleição para as prefeituras das capitais dos seus estados foram fragorosamente derrotados. Humberto Costa (PT-PE) ficou em terceiro lugar, no Recife, com 17,23% dos votos válidos, enquanto Geraldo Júlio (PSB) faturou a prefeitura com a preferência de 51,15% do eleitorado. O petista Wellington Dias (PI) conseguiu apenas 14,18% para a prefeitura de Teresina, no Piauí, ficando também em terceiro lugar. Inácio Arruda (PCdoB-CE) não chegou aos 2% dos votos (7º lugar) em Fortaleza, onde o vencedor do pleito será escolhido, no segundo turno, entre Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PSDC), que obtiveram, respectivamente, 25,44% e 23,32% dos votos.