Grupo Estação na berlinda

Por Marcelo Auler

Os cinéfilos frequentadores dos cinemas do Grupo Estação, no Rio de Janeiro, correm sério risco. Há alguns meses os responsáveis pelo Estação, que mantém 19 salas de cinema na cidade, tentam convencer os administradores do Sesc-Rio a refazerem o convênio iniciado em abril de 2011.

A decisão sobre a renovação do convênio será tomada até o próximo dia 15. Se for suspenso, provocará um baque no caixa do Grupo.

Por ele, ao longo dos últimos meses, os repasses feitos ao Grupo ficaram em algo entre R$ 300 mil e R$ 450 mil mensais.

Sua suspensão será determinada caso os técnicos do Sesc nacional concluam que o convênio foge aos interesses da entidade e que as contrapartidas oferecidas pelo Grupo não valem todo este investimento. Às vezes a falha nem está no Estação, mas na falta de uma infra-estrutura que garanta o aproveitamento da contrapartida.

As salas de cinema, por exemplo, reservam horários para sessões especiais a alunos de escolas públicas. Mas, como não se providenciou condução para os estudantes, em muitas destas sessões faltou público.

O convênio foi firmado na época em que o Sesc-Rio era presidido por Orlando Diniz. Diversas das parcerias que ele promoveu foram contestadas pelo TCU e pela Conselho Fiscal do próprio Sesc, inclusive a com o Grupo Estação. Tudo isto levou à "avocação" da administração do Sesc regional. Por ela, a diretoria foi afastada e um grupo de técnicos nomeados para passar o pente fino no que estava sendo feito.

Até agora, duas coisas estão certas: a avocação vai se tornar intervenção. Já o convênio com o Grupo Estação, da forma que está não será renovado.