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SPFW: com drama e luxo típicos, Lino Villaventura encerra temporada de moda

Em uma edição 'low profile', estilista paraense aposta, mais uma vez, em seu imaginário performático

Por Com Pedro Willmersdorf

Os desfiles de Lino Villaventura poderiam, na verdade, ser categorizados como verdadeiros eventos, tamanha é a dramaticidade que os envolve. Seja pela trilha sonora sempre intensa, repleta de percussões pesadas que variam do tribal ao medieval, passando pela verve eletrônica, ou então pela performance das modelos, em um ritmo que já marca as apresentações do estilista há tempos. E o que dizer do styling? Um personagem à parte no currículo do cearense.

E, para o Verão 2014, Lino aposta, mais uma vez, na cartela extensa de cores, do preto ao branco, do prata ao bronze, do vermelho ao esmeralda. Com a presença de canutilhos reluzentes e cristais tchecos que trouxeram a carga luxuosa que já permeia a trajetória do estilista. Quanto ao styling, sempre pesadíssimo: nessa temporada, máscaras pareciam brincar com o jogo de videogame Mortal Kombat, trazendo à catwalk referências aos personagens Scorpion e Reptile.

Um encerramento dramático e performático, contrastando diretamente com a aura low profile (tanto no minimalismo de tantas grifes como no custo das coleções). Lino Villaventura, hoje um patrimônio da moda nacional, tem a capacidade de ir na contramão de uma temporada sóbria com uma catarse simbolizada por aplausos efusivos da plateia, que recebeu este artista do exagero de pé para seu agradecimento final. Como de costume.

Colaborou Beatriz Medeiros

colunaheloisatolipan@gmail.com