LUV: festa mais amada do Rio faz aniversário, e a celebração é em grande estilo
Batemos um papo exclusivo com a produtora Nicole Nandes sobre a ‘LUV 4 anos’, que rola hoje (10)
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Quando a produtora Nicole Nandes realizou a primeira edição da festa LUV, em novembro de 2008, seu objetivo era quebrar paradigmas e unir as pessoas em torno do rap, independente de classe social, cor, etnia ou qualquer outra peculiaridade. Naquele ano, então, o Rio de Janeiro ganhou um evento como pouco se vê na cidade: cheio de amor. “A mensagem que desejava passar desde o início era essa: a da mistura. Tem dado supercerto”, afirma Nicole, orgulhosa.
Neste sábado (10), a LUV faz aniversário e a comemoração será em grande estilo, na Estação Leopoldina, com a presença da dupla Inumanos e do rapper Gustavo Black Alien, de volta aos palcos depois de um longo tempo de hiato. “O Gustavo é família. Esse momento é o mais especial da vida dele e também da equipe da festa, da galera que frequenta. É um sonho tê-lo de volta”, disse a produtora, já emocionada com a celebração épica que vem por aí.
Pela LUV, festa que começou no Lounge 69, em Ipanema, subiu o Vidigal e, hoje em dia, também rola semanalmente no doiZ, em Botafogo, já passaram nomes de respeito, como Mano Brown, Marcelo D2, Emicida, Rappin Hood, DJ Cia, além do DJ Pachú, residente, sempre acompanhado de convidados que formam o Bonde do Amor. E Nicole promete novidades. “A festa de hoje na Estação Leopoldina é o maior salto da LUV nesses quatro anos. Durante o verão, tenho vontade de fazer mais edições grandes como essa. Vamos ver...”, conclui a entusiasta do rap, que nos falou sobre a sua paixão pelo movimento hip-hop e espera ansiosamente pela presença da Família LUV na comemoração desta noite.
Heloisa Tolipan: Nicole, quais são as expectativas para a LUV 4 anos?
Nicole: Bem, o coração está a mil. Impossível não ficar assim, ainda mais quando se trata de uma festa com nome de amor. A Estação Leopoldina é um lugar superurbano e é a primeira vez que rola um evento de hip hop lá. A comemoração de hoje é o maior salto da LUV nesses quatro anos.
HT: A volta do Gustavo Black Alien é um acontecimento superesperado por quem é fã de rap. Está orgulhosa por ser a produtora do evento no qual vai rolar o retorno de um dos maiores representantes do ritmo do país?
Nicole: Podemos dizer que, apesar de o Gustavo ser da família e de já ter feito um dos shows mais importantes da história da LUV, esse momento é o mais especial da vida dele e também da equipe da festa, da galera que frequenta. Um sonho realizado, tudo que esperávamos.
HT: A LUV nasceu em 2008, coincidindo com o momento no qual o rap começou a sair dos guetos e atingir a grande massa. Como enxerga o cenário atual, no qual rappers como Criolo, Emicida, Projota e outros têm sido reconhecidos como grandes representantes da MPB e os principais responsáveis por levar o ritmo aos que não o conhecem?
Nicole: Eu tenho pavor da modinha, mas sou total a favor da maré boa para todo mundo. O rap é de verdade, o hip hop é um movimento cultural em que só fica quem tem conceito e devemos espalhar a mensagem. Quem está bombando, merece. Estava claro que isso aconteceria em algum momento.
HT: A LUV já rolou no Vidigal, uma comunidade do Rio, e em casas na zona nobre da cidade. Acredita que, depois de todo esse tempo de existência, a festa conseguiu quebrar os paradigmas de classe social, de etnia e de preconceito musical?
Nicole: Quando eu criei a LUV, a mensagem que desejava passar desde o início era essa: a da mistura. Tem dado supercerto. Quis que a festa começasse na Zona sul justamente para trazer a Zona Norte, para a galera poder gastar dinheiro, beber champagne, curtir. O rap não precisa ficar só no gueto, na Lapa. Depois, fizemos o inverso e fomos para o Vidigal, em uma fase difícil, de pacificação, e rolou. Agora, com a edição de aniversário no centro da cidade, levamos a festa para onde ela realmente deve estar, em um espaço urbano.
HT: Quais são os próximos projetos para a festa?
Nicole: Eu continuo fazendo a MiniLUV no doiZ até quando o Fabinho (Fábio Batistella, proprietário da casa) quiser. É um projeto que eu amo, no qual eu resgato a LUV dos tempos de Lounge 69. O Rio é muito carente de boas festas. Tenho vontade de fazer mais edições grandes como essa de aniversário. Ano passado, foi o verão do Vidigal, vamos ver o que virá no próximo...
