Donna Summer: lembranças do meu último encontro com... 'The Queen'
'The Queen is dead' , mas vai ser recebida como rainha nos céus, porque fez a gente se divertir
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Foi com o título ‘The Queen is back’, que eu publiquei em minha coluna no Jornal do Brasil, no dia 11 de novembro de 2009, os flagrantes do show 'Crayons' da diva da disco music Donna Summer, que conferi, no Citibank Hall, na Barra da Tijuca. Noite de tanta emoção para quem passou a adolescência embalada pela disco music. Lembro das férias em Teresópolis, com a pista da boate do Higino fervendo. E a gente usando aqueles macacões de seda. Nooossa, como aquelas crianças se sentiam divas. No Rio, a ferveção era no Hippopotamus, no Morro da Urca, nas festinhas dos amigos. Não podia faltar Donna Summer no setlist. Seja com 'Last Dance', 'Love to Love You Baby', 'I Feel Love', 'Bad Girls', 'On The Radio', 'MacArthur Park'.
Quando a minha, a nossa diva Donna Summer esteve no Rio, em 2009, hospedada no Copacabana Palace, ela ficou encantada com as praias cariocas e com a cidade que fervia com seus 40 graus e foi categórica: “Cheguei ontem e vi a praia lotada. Como gostaria de viver aqui”. Naquele ano, a cantora já estava morando na Flórida com a família. E adorava dizer que estava curtindo os netos. Foram mais de 15 anos sem gravar um novo disco e quem esteve no Citibank Hall naquela noite foi abençoado por presenciar a volta da diva com a turnê de 'Crayons'.
Depois de mandar ver na música 'The queen is back', a sorridente Summer (meu Deus, que sorriso ela tinha) falou sobre a indústria das celebridades: “Hoje em dia é difícil ser uma diva. Preciso trabalhar muito para isso”. O público não parava de gritar: “Diva!!!!”. E ela contou que, em sua casa, na Flórida, lembrou-se dos dias de alegria de suas viagens ao Brasil. E assim nasceu 'Drivin down Brazil', que apresentou em primeira mão para os cariocas. Enquanto Donna Summer cantava a música, mix de bossa nova e samba, três bailarinos, vestidos tais quais malandros da velha Lapa, tentavam mostrar uma ginga à carioca.
E entre um revival dos 70's e uma nova canção, ela chorou. Sim, a diva chorou. Foi no momento em que homenageou o amigo Michael Jackson. “Minha maquiagem ainda está no lugar?”, perguntou com o lencinho à mão. E cantou 'Smile', composta em 1936 por Charlie Chaplin: “Era a música preferida de Michael", ela lembrou.
Vou contar a vocês. Jornalista é meio durão na queda. Odeia dizer que se emociona, que chora. Adora fazer piadinha para disfarçar os sentimentos. Eu chorei hoje. E muito! #prontofalei.
A foto abaixo foi feita por mim. Sei que não tem nada de profissional. Mas, é o meu registro daquela noite.
