Michel Bastos abre sorriso por ser meia e desconversa sobre titulares

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O rodízio do técnico Juan Carlos Osorio desde que assumiu o comando do São Paulo fica comprovado pelo seu retrospecto: em 20 partidas pelo tricolor, o colombiano escalou 20 formações diferentes, método que surpreende até os próprios jogadores. Michel Bastos, único que ficou fora por apenas uma partida neste período e já atuou em diversos setores da equipe, sintetizou a ideia que os próprios atletas tem antes de uma partida.

"Nem a gente sabe quem vai jogar (risos)", disse o jogador, sem querer entrar em polêmica sobre o fato de ser polivalente, mas deixando claro onde gosta de atuar. "Quando ele me coloca ali na posição de meia é claro que eu gosto, né", afirmou, abrindo um sorriso ao pensar nessa possibilidade. "Mas fico feliz de jogar onde eu puder. O importante, seja na lateral, de volante ou mais para o ataque, é estar jogando", comentou.

Bastos, por sinal, claramente é um dos atletas que mais tem a confiança do colombiano. Ele foi titular em 19 oportunidades, ficando fora do embate diante do Figueirense apenas para descansar da forte sequência de jogos. "Isso é o que me deixa mais feliz. Um técnico que roda bastante o grupo, não escala os mesmos titulares, mas sempre me coloca para jogar, é um técnico que confia no meu futebol", analisou.

Para o armador, esse seu aproveitamento se dá pela possibilidade de fazer várias funções dentro de campo. Com Osorio, ele já foi lateral esquerdo, mesma posição em que começou a carreira e chegou a ser convocado para a Copa do Mundo, em 2010, volante, meia pela esquerda, meia pela direita e armador na faixa central.

"O Osorio tem a filosofia dele de apostar em jogadores que façam mais de uma função dentro de campo. O Luis Fabiano, por exemplo, faz apenas uma. O Alexandre Pato, faz duas. Eu, nas próprias palavras do treinador, tenho características para fazer várias. Posso ser encaixado em várias", apontou.

Essa polivalência, aliás, também é tida pelo são-paulino como a causa do seu razoavelmente baixo aproveitamento ofensivo sob o comando do técnico. Antes da chegada de Osorio, ele somou sete gols e oito assistências na temporada. Desde então, no entanto, só balançou a rede em três oportunidades, sem dar mais nenhum passe para gol de seus companheiros.

"Eu mudei a função que fazia. Antes, estava mais perto do gol, então, naturalmente, saía mais coisa. Agora, eu tenho de ajudar a equipe de outra forma", observou, reclamando das críticas contra o seu desempenho. "Não acho que caí de produção, não. As pessoas tem que analisar o que eu faço em campo. Não dá para me cobrar estatísticas de antes se agora eu faço outra coisa", encerrou o são-paulino.