SC: escola de aluna que escreve diário faz ato pedindo paz

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Alunos e professores da escola Maria Tomázia Coelho, em Florianópolis (SC), fizeram um "ato cívico" nesta segunda-feira para pedir paz após uma série de desentendimentos envolvendo a autora do blog Diário de Classe, a estudante Isadora Faber, 13 anos. A estudante ficou conhecida em todo o País após criar um diário no Facebook no qual relata o dia a dia - inclusive com os problemas - da escola.

O grupo se reuniu do lado de fora da unidade escolar, cantou músicas pregando amor e paz, além do Hino Nacional. Ao fim, os alunos hastearam as bandeiras do Brasil, de Santa Catarina e de Florianópolis. O ato foi acompanhado por vários pais de alunos, que dizem estar "preocupados" com a exposição da escola na página da internet de Isadora. A autora da página não participou da cerimônia, pois estaria em uma palestra em São Paulo.

"Estamos fazendo esse ato, pois os alunos estabelecem mais relações de amizade aqui na escola do que em qualquer outro lugar", disse a diretora Lisiane Dias. "Não precisamos e nem queremos um clima de hostilidade ou violência. Não é assim que iremos melhorar".

No meio da cerimônia, a estudante da 7ª série Marina Severa Sousa, 14 anos, pediu para falar. Ela agradeceu o carinho dos professores e destacou que seria preciso "união" para melhorar a escola. "Acho que todos locais devem ter altos e baixos. O que a gente precisa é não brigar e estarmos juntos para melhorar a nossa escola", afirmou.

O ato foi acompanhado pelo secretário municipal de Educação de Florianópolis, Rodolfo Pinto da Luz. Ele chegou a conversar com os alunos, pedindo a "não violência". Segundo ele, os estudantes têm o direito de discordar das ações do Diário de Classe, mas não poderiam revidar as acusações. "Quando um não quer dois não brigam", disse aos alunos. "Estamos em um País democrático e ensinamos isso na escola, desde cedo. Vocês podem discordar do colega, mas não precisam brigar por isso".

Na última semana, as relações na escola Maria Tomázia Coelho ficaram atribuladas. Após ter a casa supostamente apedrejada, deixando a avó de Isadora Faber ferida, a família acusou o homem contrato para pintar a quadra da unidade como o autor do "atentado". Ninguém foi visto nas imediações da casa da estudante no momento das pedradas. A Polícia Civil investiga o caso.

A página criada por Isadora Faber para denunciar os problemas na escola já recebeu mais de 400 mil curtidas