Flu: chegada de Abel Braga e nova filosofia do futebol confirmam bom 2012

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“Em um ano nada foi por acaso. Foi construído com um ano de trabalho. Não se constrói de um dia para o outro”. “Ninguém conquista um título num único dia, numa única tarde. Não. Um título é todo sangue, todo suor e todo lágrimas de um campeonato inteiro”. A primeira frase, do técnico Abel, dita antes da semana de jogos decisivos contra Botafogo e Internacional, e a segunda, de Nelson Rodrigues, de 1969, refletem o sentimento com a conquista do 31º Título Estadual do Fluminense, neste domingo (13).

Um trabalho que começou com a confiança do presidente Peter Siemsen em Abel Braga há quase um ano. Que levou o time à terceira colocação no Brasileiro 2011; superou a perda de jogadores como Marquinho e Mariano com reforços; e, repetindo 2005, conquistou a Taça Guanabara, dando tranquilidade para a classificação como primeiro lugar geral na fase de grupos da Libertadores. O trabalho também vai ao encontro da nova filosofia da gestão, de mesclar a experiência de atletas consagrados com revelações das categorias de base, como Wellington Nem e Marcos Júnior. Seis jogadores de Xerém concentraram com a equipe para a final deste domingo.

O resultado foi o avanço para as quartas de final da Libertadores e o Campeonato Carioca 2012, após um jejum de sete anos. Mesmo após a goleada por 4 a 1 na primeira partida da decisão, o Fluminense respeitou o Botafogo e soube administrar a vantagem de três gols. “A única coisa que não houve nesse clube desde que cheguei foi soberba”, disse Abel, dias antes do último confronto.

– O Fluminense está no caminho certo no futebol. Tivemos um início difícil no ano passado por conta de ajustes na filosofia, mas que foram fundamentais para chegar onde chegamos – ressalta o presidente Peter Siemsen.

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