Multiplicação dos Brunos faz Palmeiras sonhar com 1ª Copa São Paulo
Qualquer garoto do Palmeiras que tenha jogado a Copa São Paulo sabe a pressão que recebe porque o clube é o único dos grandes paulistas a não ter vencido a competição. Bons times já caíram pelo caminho, como o vice-campeão, em 2003, com Vagner Love, Edmílson e Diego Souza. Também se repetiu em 2010, quando um Gabriel Silva em alta comandava o time semifinalista. É a multiplicação dos Brunos e uma nova geração de sucesso que faz, em 2012, os palmeirenses acreditarem em um futuro diferente.
Campeões de 2011 do Paulista Sub-17 e da Copa Rio, torneio de dimensão nacional, os juvenis Bruno Sabiá e Bruno Dybal, meio-campistas do time titular, receberam o reforço de Bruninho: aos 18 anos, o lateral direito treinou com os profissionais no segundo semestre de 2011 e recebeu elogios públicos de Luiz Felipe Scolari. O trio carrega as esperanças do time que estreia às 19h desta terça-feira, contra o Palmeiras, em Araraquara.
"São três jogadores com o mesmo nome e ninguém é chamado de Bruno. Tem o Bruninho, o Sabiá e eu", conta Dybal, o mais badalado e o mais extrovertido dos três. Aos 17 anos, ele está no Palmeiras há seis temporadas, se inspira em Hernanes (também é ambidestro) e chegou da Portuguesa pelas mãos de Paulo Serdan, ex-presidente da facção organizada Mancha Verde.
"Estamos muito fechados, muito focados. Todos temos os mesmos ideais. Não só nós três, mas aqui todos se entendem muito bem", define Dybal. O time da Copa São Paulo representa o encontro de duas gerações elogiadas da base: o grupo nascido em 1994, base para as conquistas de 2011 com Dybal e Sabiá, com os jovens de 1995, semifinalistas e donos de campanha marcante no Paulista Sub-15 de 2010. Bruninho vem da safra de 1993, já sem tanto brilho.
"Estou na base há 20 anos e nunca vi um time Sub-17 como o nosso", descreve Claudinei Oliveira, diretor do departamento amador do Palmeiras. A formação da equipe tem tudo a ver com os Brunos: Sabiá foi contratado junto ao Paulista de Jundiaí, há dois anos, pela bagatela de R$ 300 mil. "Ele é o jogador que todos conhecem. É clássico, inteligente e pode decidir a qualquer momento", descreve o xará Dybal.
Com propostas de Palermo e Napoli no último ano, Bruno Dybal optou por permanecer e ambiciona uma chance entre os profissionais, se possível em 2012. "Sabemos o que a Copa São Paulo representa no nível nacional e internacional. É nossa chance de começar a mudar a história na base do Palmeiras. Já ganhamos a Copa Rio e o Paulista Sub-17, mas a Copinha é diferente".
Internamente, claro, o objetivo da base palmeirense é também responder a Felipão, que em setembro chegou a dizer que "os bons da base estão aqui comigo, não tem jogadores bons", dois meses antes do título Sub-17. "Vamos tentar ganhar os títulos. Assim é mais fácil de se renovar (o elenco principal). Já ganhamos dois em 2011, mas a Copa São Paulo é diferente e nos incentiva ainda mais".
