Peruano supera dramas e vira herói corintiano em 139 minutos

Por

Luis Ramírez estava longe de ser um jogador importante para o Corinthians dentro do Campeonato Brasileiro, com 120 minutos em campo até então. Com a convocação para a Copa América e uma lesão séria no pé esquerdo, foi a campo contra o Ceará, na noite de quarta-feira, apenas pela sexta vez no torneio. 

Mas precisou de seis minutos em campo para fazer um dos gols mais importantes para a equipe na Série A e com gosto duplo de redenção para ele, que agora tem 139 minutos e nova importância na campanha.

Lançado por Tite no lugar de Danilo aos 29min, foi às redes logo aos 35min. Aberto pela esquerda, recebeu passe de Ralf às costas de João Marcos, limpou a marcação de Fabrício, ajeitou o corpo e chutou com tranquilidade por baixo de Fernando Henrique. O herói improvável do Corinthians no Presidente Vargas assegurou a vitória, também construída com defesas importantes de Júlio César, e a vantagem valiosa de dois pontos em relação ao Vasco a três rodadas do fim.

Em 19 minutos em campo, Ramírez tentou um cruzamento, que errou, e oito passes, tendo acertado sete. Dentro dos 25s de posse de bola que teve, o peruano construiu a jogada da partida: um drible e uma finalização perfeitas. O que é, na temporada 2011, suficiente para selar a volta por cima de quem começou o ano marcado por um lance trágico.

Três dias depois de estrear em grande estilo com bonito gol contra o São Bernardo, pelo Campeonato Paulista, Luis Ramírez virou vilão na queda prematura contra o Tolima, pela fase inicial da Copa Libertadores, ao ser expulso pouco após entrar em campo. Wellington Saci, que passou por situação semelhante na final da Copa do Brasil de 2008 contra o Sport, nunca mais se recuperou no Parque São Jorge.

O peruano, de participação importante no vice-campeonato paulista, não apagou a impressão ruim nem mesmo quando converteu o pênalti decisivo na semifinal estadual contra o Palmeiras. No Brasileiro, sua marca era a de jogador lesionado. Titular em apenas uma partida, chegou a ficar um turno inteiro sem ir a campo. E na falta de outros jogadores ofensivos, como Jorge Henrique e Alex, resolveu lá na frente uma partida vital para o Corinthians e sua busca pelo pentacampeonato brasileiro.