Comissão de recursos da Fifa confirma suspensão de Bin Hammam
A comissão de recursos da Fifa confirmou nesta quinta-feira a exclusão vitalícia por corrupção do dirigente catariano Mohamed Bin Hammam, ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC).
O escândalo estourou no fim do mês de maio, antes da eleição para presidente da Fifa, na qual Bin Hammam era o único candidato de oposição a Blatter.
O dirigente foi acusado de ter comprado votos durante uma reunião da Confederação Caribenha de Futebol, na qual teria distribuído envelopes com 40 mil dólares (R$ 64 mil).
Bin Hammam retirou sua candidatura na véspera de sua audiência com o Comitê de Ética da Fifa, e Blatter acabou sendo reeleito no dia 1º de junho, num clima muito tumultuado.
Em seguida, no dia 23 de julho, o catariano foi excluído de forma vitalícia de qualquer atividade ligada ao futebol, punição confirmada nesta quinta-feira pela Comissão de Recursos da entidade.
O caso pode não estar encerrado ainda. Bin Hammam informou, num correio enviado à Fifa e reproduzido do seu blog, que tinha a "capacidade financeira para se defender durante anos caso fosse necessário".
