Fernandinho ganha espaço com Mano e combate rótulo de surpresa

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A convocação e titularidade imediata de Fernandinho para o jogo contra a Alemanha em agosto, ainda mais por colocar Paulo Henrique Ganso, provocou surpresa em muitos torcedores da Seleção Brasileira. Mas o meio-campista do Shakhtar Donetsk, pouco conhecido no Brasil por jogar na Ucrânia há seis anos, combateu o rótulo e mostrou confiança em arrumar um espaço cativo no time de Mano Menezes.

O jogador completará nesta segunda-feira, contra Gana, às 15h45 (de Brasília), em Londres, seu segundo jogo consecutivo como titular. E apresentou um discurso seguro, dizendo que só não teve oportunidades antes por conta de uma lesão de tíbia que o afastou de grande parte da última temporada.

"Acredito que não na Seleção não exista status de titular. Voltei a jogar no padrão que estava antes da minha lesão, quando tive a primeira oportunidade. Essa pausa pode ser considerada uma surpresa, mas na minha cabeça o que eu mais queria era isso", disse.

Fernandinho foi convocado para o período de treinamentos que Mano comandou entre agosto e setembro do ano passado, em Barcelona. Na ocasião nenhum amistoso foi disputado e a sua estreia com a camisa ver de e amarela concretizou-se apenas contra os alemães. A contusão ocorreu na sequência.

"(Sofri a contusão) 10 de setembro do ano passado. Fiquei seis meses sem fazer nada. Demorou mais do que deveria e comecei a jogar no final de março e caminho se abriu. Fiz dez jogos até o final da temporada passa. Já fiz 15 jogos nesta temporada e ainda fiz uma boa pré-temporada", afirmou.

A tendência é que Fernandinho ganhe uma sequência na Seleção Brasileira como substituto de Ramires ao lado de Lucas Leiva. Contra a Alemanha, entrou no lugar de Ganso por opção tática de Mano, que pretendia trancar o time com três volantes diante de um time rápido.

A substituição provocou surpresa, pois as poucas lembranças dos brasileiros com Fernandinho são dos três anos (2003 a 2005) que atuou pelo Atlético-PR. Na época, ele atuava como meia ofensivo, às vezes de atacante. A mudança de posição ocorreu por iniciativa própria.

"No Atlético-PR joguei até como segundo atacante. Estava novinho, aguentava correr bastante. Em 2009 conversei com o técnico (Mircea Lucescu) e disse que poderia render melhor nessa posição. A partir daí eu comecei a jogar e não parei mais", explicou.