Após choque com Portugal, Brasil é desqualificado no 4x100 m masculino
Esperança de medalha para o Brasil, a equipe masculina do revezamento 4x100 m acabou desqualificada na semifinal, neste domingo. A organização da prova do Mundial de Atletismo de Daegu considerou que, após um choque com o português Yazald Nascimento, Nílson André passou o bastão para Bruno Barros fora da área permitida. Com o incidente, a equipe brasileira perdeu muito tempo, cravou apenas 38s48 (nono melhor tempo das semis) e ficaria fora da final de qualquer maneira.
São Cristóvão e Neves, último país a se classificar para a final, cravou 38s47. O melhor tempo das semifinais ficou com a equipe dos Estados Unidos com 37s79.
A equipe do Brasil (formada por Diego Cavalcanti, Nílson André, Sandro Viana e Bruno Barros) fazia uma boa prova em sua semifinal até que, na última passagem de bastão, Nílson André chocou seu braço com o português Yazald Nascimento. O brasileiro alega que foi o atleta europeu quem invadiu sua raia, e não o contrário.
"O português abriu o braço e estava praticamente dentro da nossa raia. Estávamos com um tempo muito bom e daria para classificar até com certa tranquilidade", argumentou Nílson André.
Entretanto, as imagens da TV mostram o braço de Nílson André invadindo a raia portuguesa e atingindo Yazald, que lamentou o incidente. "O Nílson foi quem invadiu minha pista. Eu estava parado e ele bateu no meu braço. Com isso, perdemos praticamente dois décimos de segundo, o que, em uma prova rápida como essa, é fatal. Foi uma pena o que aconteceu. Somos todos amigos, mas nem nós, nem eles (os brasileiros) vão disputar a final", disse o português.
Recurso
Em um primeiro momento, a organização da prova desqualificou o Brasil pelo incidente. Entretanto, o chefe da equipe verde e amarela, Martinho dos Santos, entrou com um recurso para protestar contra a eliminação.
De acordo com Martinho, o recurso foi aceito e Portugal (que já havia sido eliminado por tempo) foi considerado culpado no incidente, sendo desqualificado. Por outro lado, a equipe brasileira também foi desclassificada por, segundo a organização da prova, ter feito a última passagem do bastão fora da área permitida.
Mesmo que a punição não fosse aplicada ao Brasil, a equipe verde e amarela ficaria fora, pois teve seu desempenho prejudicado pelo incidente, marcando apenas 38s48 tempo insuficiente para ficar entre os oito classificados para a final.
Nas 12 primeiras edições dos mundiais de atletismo, o Brasil tem duas medalhas na prova. Bronze, em Sevilha (1999) com Raphael de Oliveira, Claudinei Quirino, Édson Luciano e André Domingos e prata em Saint-Denis (2003) com Vicente Lenilson, Édson Luciano, André Domingos e Cláudio Roberto Souza.
