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Demitido, Fossati vê "bom trabalho" em sua passagem pelo Inter

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Portal Terra

PORTO ALEGRE - O ex-técnico do Internacional, Jorge Fossati, concedeu nesta sexta-feira a primeira entrevista após a sua demissão do cargo, há uma semana, e fez um balanço "positivo" sobre a sua passagem. Em um hotel de Porto Alegre, Fossati disse que teve dificuldades para encontrar as razões para a sua demissão, já que o "grande objetivo" do clube no ano - no caso, a Libertadores - estava sendo bem encaminhado.

"Nesses dias fiquei refletindo sobre quais seriam as razões (para a demissão). A decisão foi tomada pelo Inter. Eu penso que os resultados não podem servir de motivo. Vocês sabem que o grande objetivo do Inter, que foi passado para mim, é a Libertadores. Ou pelo menos era, não sei hoje. Em termos de resultado, é incontestável", justificou Fossati.

Por outro lado, o treinador uruguaio reconheceu que o rendimento da equipe foi abaixo do esperado em algumas partidas e rebateu as declarações do diretor de futebol do Inter, Fernando Carvalho, sobre a insistência em utlizar o sistema 3-5-2. Segundo o dirigente do time colorado, o grupo de jogadores que Fossati tinha à disposição foi montado para atuar no 4-4-2 e, por isso, encontrou dificuldades de adaptação.

"Falar isso agora seria até desconhecer o treinador que contrataram. Para aqueles que estão convencidos que há um sistema mágico, o tempo vai dizer se o sistema é o mais importante, por onde passam os resultados", ironizou o treinador, que disse estar esperando ajustar o grupo durante a pausa para a Copa. "Sinceramente, na minha opinião, treinador, dirigente, jogador ou jornalista que acham que existe apenas uma verdade no futebol, está completamente errado".

O técnico também comentou os atritos que teve com a imprensa e disse saber diferenciar os jornalistas que cobrem a rotina dos clubes dos comentaristas que dificilmente acompanham os fatos de perto. "Não quero deixar de dizer que, dentro da imprensa do Rio Grande do Sul, teve pessoas que pensaram que eu estava declarando guerra por dirigir o Inter. Foi uma guerra por parte deles contra mim desde o início. A gente vai saber quais os interesses que eles tinham. Mas esse tipo de imprensa não conta, não tem validade nenhuma", disparou.