Membro do COI pede ação contra Agassi após confissão de doping
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BERLIM - O ex-número um do tênis Andre Agassi deve ser punido por tomar substâncias proibidas e ter mentido às autoridades, disse nesta sexta-feira Sergei Bubka, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).
Bubka sustentou que medidas devem ser tomadas contra o tenista norte-americano, apesar dos limitados estatutos da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês).
- Estou muito decepcionado com isso (...) Quando escutei foi terrível - disse à Reuters o ucraniano em entrevista por telefone.
- O caso de Agassi é uma questão legal. Devemos consultar os especialistas jurídicos e ver se podemos fazer algo a respeito. Eu preferiria fazer uma revisão de um ponto de vista legal e logo atuar - disse Bubka, ex-campeão olímpico de salto com vara e cujo recorde mundial ainda está vigente.
Para Bubka, o caso é decepcionante.
- É terrível e prejudicial. Mentiu, escapou (da sanção) e logo seguiu (competindo). É realmente decepcionante - acrescentou Bubka, que também é vice-presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF).
Agassi, vitorioso em oito torneios de Grand Slam, revela em sua autobiografia "Open" que consumiu metanfetamina em 1997 e mentiu à Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) sobre como havia ingerido a substância depois de um controle antidoping.
O ex-número um do mundo, de 39 anos, confessou que no momento em que tomou anfetaminas pela primeira vez sua carreira estava em queda livre. O tenista, que está aposentado, disse que a droga foi oferecida por um assistente conhecido como Slim.
