Com titulares, Botafogo decide vaga na Sul-Americana com o Atlético-PR

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Fúlvio Melo, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Copa Sul-Americana, momento certo para a equipe do Botafogo mudar o foco e esquecer o Brasileiro. Certo? Errado. Além da classificação para a segunda fase do torneio e alguns dólares nos cofres, Estevam Soares e seus comandados buscam nesta quarta-feira, às 21h50, no Engenhão, tirar o fardo de 10 partidas sem vencer no campeonato nacional e iniciar uma guinada para deixar a zona de rebaixamento.

Vencer significa classificar. Mas também ganhar confiança, a equipe está há 10 jogos sem vencer. É complicado para todo mundo afirmou Estevam.

No entanto, a competição ao longo dos anos sempre foi uma pedra no sapato. Em 2006, uma eliminação para o Fluminense nos pênaltis, após empates em 2 a 2, ainda na primeira fase. No ano seguinte a fatídica derrota para o River Plate, que resultou na saída de Cuca, reintegrado ao posto nove dias depois.

Ano passado, derrota e eliminação para o Estudiantes de Verón, atual campeão da Libertadores, no Engenhão, na partida em que o zagueiro André Luis tirou o cartão das mãos do árbitro chileno Carlos Chandía e mostrou para o árbitro. Mas, este ano, segundo os jogadores, será diferente.

É decisão. Viemos de outra decisão contra o Fluminense e agora não pode ser diferente. A vitória vai nos ajudar muito frisou Reinaldo, confirmado no ataque.

Ao contrário da primeira partida, um empate em 0 a 0 em que Estevam optou por escalar os reservas, para o confronto decisivo, todos os titulares inscritos começam jogando. O treinador mostrou coerência ao explicar os motivos da decisão.

Não viajamos para lugar nenhum. Jogamos contra o Fluminense em casa. Vamos jogar contra o Atlético-PR em casa. Não há cansaço nem por que poupar ninguém confirmou Estevam.

Em relação à partida do Fluminense, são duas mudanças. Jefferson, ainda não inscrito na competição continental, dará lugar a Castillo. O zagueiro Wellington também retorna e Fahel, volante, vai para o banco de reserva .

Infelizmente não podemos contar com o Jefferson, que jogou muito bem contra o Fluminense. O Castillo foi bem na seleção uruguaia e assume a vaga sem problemas afirmou Estevam.

Michael é passado

Após deixar a concentração alvinegra e se recusar a ficar na reserva, o lateral-esquerdo Michael completou o segundo dia de falta. Enquanto os dirigentes buscam um meio de rescindir o contrato do atleta, Estevam Soares mais uma vez se mostrou decepcionado com a atitude do jogador.

Michael é passado. Após fazermos a dinâmica de grupo que uniu os jogadores, ele tomou esse tipo de atitude. Nesse momento precisamos de jogadores comprometidos em mudar a situação do time na tabela frisou Estevam.

A tal dinâmica de grupo feita por iniciativa da psicóloga Maíra Ruas tinha como objetivo revelar pensamentos dos atletas. Os jogadores recebiam palitos de sorvetes e escreviam palavras sobre o que achavam que estava faltando no grupo.

Foi muito legal. Até os jogadores que não falam muito com os outros se abraçaram. Infelizmente tivemos a saída do Michael, mas os torcedores podem ter certeza de que não falta e não faltará trabalho garantiu Estevam .

Olho na bola parada

Embora a vitória simples garanta vaga nas oitavas de final, para enfrentar o Emelec, do Equador, o retrospecto contra o Atlético-PR não é nada favorável. Além do empate sem gols, na partida de ida, a equipe foi derrota por 1 a 0, no Engenhão, pelo Brasileiro, em jogo que culminou na demissão do ex-técnico Ney Franco.

Para não ser surpreendido, Estevam treinou cobrança de pênaltis e dedicou parte do treinamento desta terça-feira ao posicionamento dos jogadores na bola parada, geralmente fruto dos bons passes do veterano Paulo Baier na avaliação de Estevam, o ponto forte dos adversários desta noite.

São jogadores muitos altos. Ajustamos o posicionamento e esperamos neutralizar essa jogada frisou Estevam.