Phelps bate recorde nos 100 m antes de desafiar Cielo e Bousquet
Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - Os oito ouros olímpicos conquistados em Pequim-2008 estimularam o americano Michael Phelps a se aventurar em novos desafios. Após o recorde na capital chinesa superando as sete vitórias do compatriota Mark Spitz em Munique-1972, até então o maior feito de um atleta da natação Phelps estabeleceu como meta as provas de velocidade. Hoje, ele terá mostras se poderá ter sucesso na empreitada. Phelps disputa os 100m livre ao lado de nomes como o francês Frédérick Bousquet, segundo do ranking mundial, e o brasileiro César Cielo, quarto na lista do ano e medalhista de bronze na distância em Pequim-2008.
O trio participa da seletiva americana para o Mundial de Natação, a partir do dia 26, em Roma. Nesta quinta-feira à noite, Phelps manteve sua rotina de recordes mundiais. Ele completou os 100m borboleta em 50s22, superando o tempo do compatriota Ian Crocker (50s40). A prova foi a única que o americano venceu em Pequim-2008, mas não bateu o recorde mundial. Agora, ele detém as melhores marcas da história em oito provas: as outras são 200m livre, 200m borboleta, 200m medley, 400m medley e os revezamentos 4x100m livre, 4x200m livre e 4x100m medley. São todas as disputas em que ele triunfou na última edição da Olimpíada.
Braço esticado nos 100m livre
Phelps aproveita a oportunidade em Indianápolis (EUA) para pôr em prática a técnica que adotou para os 100m livre: o braço esticado, ou straight arm em inglês. É algo que os principais velocistas não fazem em suas disputas no estilo livre. De acordo com o jornal americano USA Today, Phelps nada as provas de velocidade com os braços esticados quando estão fora da água. Com isso, ele consegue um movimento de rotação que lhe confere ganho de centésimos preciosos, além de aproveitar melhor a força. Nesse caso, as pernadas, um dos pontos fortes do americano, se tornam fundamentais para o nadador.
Após enfrentar turbulências pelo episódio em que foi flagrado fumando maconha e acabou suspenso pela federação americana pelo prazo de três meses, o campeão olímpico voltou a competir em maio. Desde então, ele tem como melhor tempo nos 100m livre a marca de 48s65, obtida em junho. No ranking mundial desta temporada, é apenas a 25ª, distante dos primeiros colocados na lista da Federação Internacional de Natação (Fina). De seus adversários de hoje, Bousquet chega à prova com 47s15 neste ano e Cielo, com 47s60.
Na final olímpica do revezamento 4x100m livre, Phelps nadou os 100m em 47s51, sua melhor marca até hoje e o quarto tempo da história, atrás apenas do francês Alain Bernard (46s94), do australiano Eamon Sullivan (47s05) e do francês Bousquet (47s15). Cielo tem como melhor tempo da carreira os 47s60, o quarto tempo do ano e o oitavo melhor da história. O brasileiro alcançou a marca no Troféu Maria Lenk, em maio. Em Pequim-2008, ele foi bronze nos 100m livre com 47s67. Na capital chinesa, Michael Phelps não participou dos 100m livre. Agora, ensaia o domínio na nova prova.
