Brasil bate a Polônia de novo e se mantém 100% na Liga Mundial
JB Online
LODZ, POLÔNIA - O Brasil voltou a vencer a Polônia, por 3 sets a 0 (25/19, 25/21 e 25/20), em 1h20, no recém inaugurado New City Hall, em Lodz (Polônia), neste domingo. E se no último sábado o poder de reação foi o ponto alto do time brasileiro, nesta partida foi o ataque e a constância que ditaram o ritmo do time comandado pelo técnico Bernardinho.
Em sua segunda partida como titular nesta Liga Mundial, o oposto Leandro Vissotto voltou a ser o maior pontuador do confronto, com 16 acertos. O líbero Serginho, autor de belas defesas durante o confronto, foi eleito pelos poloneses o melhor em quadra.
Com a vitória, o time brasileiro permaneceu invicto e na liderança do grupo D da competição, com 17 pontos.
Um dos últimos a se juntar ao grupo, o oposto Leandro Vissotto, que nunca havia jogado com o levantador Bruno, destaca o entrosamento já conquistado desde o início dos treinamentos no Centro de Desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema, Rio.
- Realmente o entrosamento foi conquistado mais rápido do que esperava. A seleção brasileira é quem ganha com isso - afirma Vissotto.
Sobre a briga na posição de oposto com o companheiro Rivaldo, Vissotto deixa a decisão nas mãos do treinador Bernardinho.
- Sem dúvida é a posição mais disputada nesse grupo. Até a volta do André Nascimento, estamos eu e ele, mais o outro Leandro, brigando para estar entre os titulares. Acredito que está tudo em aberto. Todos estamos trabalhando bastante para deixar que o Bernardo tome uma decisão sobre quem deve começar jogando as partidas - diz Vissotto.
Assim como nas outras partidas, o Brasil jogou com mais facilidade o segundo confronto. Analisando este fato, o meio-de-rede Sidão, outro que entrou como titular no jogo deste domingo, aponta a vontade de matar a partida como o fator primordial para que isso aconteça.
- As segundas partidas deveriam ser até mais difíceis que as primeiras, devido ao cansaço. É difícil falar, mas acho que, para amenizar esse problema, entramos para matar o jogo, forçando o saque. Realmente temos conseguido impor mais nosso ritmo no segundo dia de jogos, mas nem por isso estamos jogando mal no primeiro - diz Sidão.
A opinião do meio-de-rede é compartilhada por Vissotto, que atua na Itália e já havia atuado contra alguns dos poloneses presentes em quadra neste domingo.
- Acho que o fato de estudarmos o time adversário com o vídeo da primeira partida também facilita um pouco nosso trabalho. Para mim, particularmente, que já joguei contra alguns poloneses desse time, facilita também o fato deles respeitarem um pouco meu jogo. Quando um jogador vê o outro atuando bem antes, ele passa a ter uma preocupação - conclui Vissotto.
Os experientes Rodrigão e Serginho têm opiniões divergentes sobre a partida. Enquanto o meio-de-rede apontou uma melhora no ataque, o líbero, mesmo eleito o melhor em quadra, ainda espera uma atuação melhor.
- Acho que hoje nos acostumamos com a pressão da torcida e melhoramos um pouco, principalmente no ataque. Com mais calma, conseguimos melhores resultados. Muitos de nossos jogadores estão na sua primeira Liga Mundial e sempre tem um choque nas primeiras partidas. Por isso ficamos mais relaxados na segunda - diz Rodrigão.
- O time realmente jogou melhor que ontem, mas ainda temos errado coisas bobas, que não podem acontecer. Erramos bolas fáceis, tocamos algumas vezes na rede... Enfim, temos que pensar agora na Finlândia - finaliza Serginho.
Nesta segunda-feira o time brasileiro viaja para a Finlândia, onde enfrentará, na sexta-feira e sábado os donos da casa, às 13h30 (horário de Brasília), no ginásio Tampere Ice Hall.
