Dúvidas entram em campo
Thales Soares, Jornal do Brasil
RIO - Diretoria, comissão técnica e jogadores estão em busca de uma resposta que será dada amanhã, às 18h10, contra o Vitória, no Maracanã: qual a dimensão das saídas de Renato Augusto e Marcinho depois da derrota para o Coritiba, quinta-feira? O técnico Caio Júnior segue confiante no seu planejamento, com a vantagem de dois pontos para o Cruzeiro na liderança do Campeonato Brasileiro 26 a 24.
Para aumentar a dificuldade da resposta, ele não poderá contar com Ronaldo Angelim, machucado, e Juan, suspenso, além dos desfalques de Kléberson e Toró, ainda em recuperação de lesões.
A conta, na verdade, é a vantagem que temos em relação ao quinto colocado. São seis pontos (o Vitória soma 20).
O importante é continuar entre os quatro primeiros colocados até a reta final da competição, que são as seis últimas rodadas.
A vantagem é que esses jogos são com o espaço de uma semana entre eles explicou Caio.
Apesar da derrota, o treinador considerou boa a atuação do time e lembrou outros jogos em que poderia ter perdido fora de casa e conseguiu pontuar.
Contra o Grêmio e o Atlético-MG poderíamos ter perdido. Vencemos o Sport e o Fluminense no último minuto. Não é fácil comentou Caio.
Para enfrentar o Vitória, o treinador já escalou Dininho na vaga de Angelim e Egídio no lugar de Juan. Mas outras mudanças ainda podem acontecer, inclusive no ataque, que, sem Marcinho, passou em branco contra o Coritiba.
Ainda não defini o que pode acontecer. Tenho que dá oportunidade para encontrar o jogador que vai fazer os gols afirmou Caio, que trata como normal a série de lesões dos últimos dias.
Vai ser um jogo muito difícil e vamos precisar da torcida para vencer.
Segundo o preparador físico Ronaldo Torres, o cenário se repete. No ano passado, durante o mesmo período, o Flamengo sofreu com as lesões de alguns jogadores.
Mudanças
Para o jogo de amanhã, Egídio vai receber sua primeira oportunidade com o técnico Caio Júnior na vaga de Juan, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Companheiro de quarto e grande amigo do atacante Souza, ele conta com o apoio do parceiro para não decepcionar no Maracanã.
Chegou a hora. o Caio ainda não me viu jogar e vou ter minha grande chance disse Egídio, animado em repetir a boa atuação que teve na goleada por 4 a 1 sobre o Figueirense, no ano passado. Nesse jogo fui bem, mas ainda não tive uma seqüência boa de jogos.
Se na lateral e na zaga os substitutos estão definidos, no ataque Souza deve ser mantido. Ele marcou em apenas dois jogos no Brasileiro, contra Internacional e Figueirense (dois gols).
Tenho saído muito da área para buscar a bola. Ela tem que chegar também se não fica difícil reclamou Souza, chateado com o questionamento sobre a ausência de Marcinho, negociado com o Al-Jazeera, dos Emirados Árabes.
No ano passado, o Marcinho também não estava no time e mesmo assim a gente fazia os gols.
