Luxemburgo escapa de suspensão, mas é multado em R$ 50 mil
Portal Terra
SÃO PAULO - O técnico do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo, escapou de um gancho de 360 dias por ter sido expulso pelo árbitro Paulo Roberto Ferreira na partida contra o Rio Preto, realizada no dia 23 de fevereiro, no Parque Antárctica, mas terá de pagar uma multa de R$ 50 mil.
Na ocasião, o treinador foi excluído da partida por ter ofendido o árbitro e após o apito final, no empate por 1 a 1, fez duras críticas ao chefe da comissão de arbitragem, coronel Marcos Marinho.
Luxemburgo fez questão de comparecer ao julgamento, realizado na noite de hoje no Tribunal de Justiça Deportiva de São Paulo (TJD-SP), e esteve acompanhado do advogado do clube, Luiz Roberto Martins Castro, e o diretor de futebol alviverde, Savério Orlandi.
Dois dos cinco votos optaram pela suspensão de 120 dias, sendo 60 no artigo 188 (manifestar-se de forma desrespeitosa, ou ofensiva) e mais 60 no artigo 189 (atribuir fato inverídico a membros ou dirigentes). Outro dos juízes desclassificou as acusações e pediu uma multa de R$ 100 mil, enquanto o quarto votante optou por R$ 50 mil.
O voto decisivo ficou para o presidente da Primeira Comissão Disciplinar, Acyr José de Almeida, que decidiu fixar a multa em R$ 50 mil e absolver o treinador no artigo 188, sem aplicar nenhuma suspensão.
A defesa do time alviverde foi feita usando um vídeo e um áudio que mostrava o momento em que Luxemburgo reclamou com a arbitragem e foi expulso. As imagens mostravam o instante em que auxiliar Hilton Francisco de Melo avisou Paulo Roberto Ferreira que o treinador insultou o quarto árbitro.
Durante o seu depoimento, o treinador alegou inocência. "Minha expulsão foi a expulsão da rigidez. Em momento algum eu ofendi o assistente ou o árbitro. Fui apontado como o técnico mais educado com os árbitros", disse o palmeirense, citando uma pesquisa realizada pela revista Placar.
Após o resultado final, o técnico do Palmeiras disse que continuará a comandar a equipe da mesma forma na beira dos gramados.
"Eu vou continuar com educação e veemência brigando. Eles (Justiça) têm um código disciplinar e cumprem esse código. Não seria hora de rever esse código para que estes profissionais (treinadores e jogadores) não fiquem tão expostos ao comentar sobre a arbitragem?", disse.
Mais tranqüilo após saber que poderá continuar dirigindo o Palmeiras na seqüência do Campeonato Paulista, o técnico disse que se sente competente em sua profissão por discutir os problemas do futebol.
"Uns não gostam, mas eu faço o meu trabalho com muita capacidade. Discuto tudo e com todo mundo. O importante é acrescentar alguma coisa para o futebol", afirmou.
