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Deportação de boxeadores seguiu lei, diz MJ

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Portal Terra

RIO - O Ministério da Justiça voltou a afirmar, nesta terça-feira, que a deportação dos boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux Ortiz e Erislandy Lara Zantaya para a ilha caribenha foi resolvida na forma da lei e da Constituição, com atendimento ao direito de escolha dos atletas, segundo nota oficial.

O esclarecimento surge apenas um dia depois de o senador Arthur Virgílio, do PSDB, criticar a forma como os cubanos deixaram o Brasil. Na opinião do político, a deportação foi "sumária".

De acordo com o MJ, a vontade dos atletas foi atendida. Em seus depoimentos, eles afirmaram não desejar refúgio e disseram "amar o seu país, seus familiares, não ter problemas políticos ou religiosos, bem como são personalidades em Cuba", segundo trecho retirado do primeiro depoimento dos atletas à Polícia Federal.

No sábado, antes de embarcarem para Cuba, foram ouvidos novamente pela PF e reafirmaram a vontade de retornar a sua terra natal. Ortiz e Zantaya escaparam da Vila Pan-Americana, no Rio de Janeiro, no dia 20 de julho.

Foram localizados em 2 de agosto, em Praia Seca, Araruama (RJ), por policiais militares e, então, encaminhados à PF, por orientação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), onde o caso foi resolvido.