Honda foi procurada por dupla acusada de espionagem pela Ferrari
REUTERS
RIO - A Honda se tornou a terceira equipe envolvida na polêmica da espionagem na Fórmula 1 ao confirmar nesta sexta-feira que os dois técnicos acusados no caso se aproximaram da escuderia no início do ano procurando trabalho.
- No início do ano, Nigel Stepney, ex-Ferrari, solicitou um encontro com (o chefe da equipe Honda) Nick Fry - disse a escuderia japonesa em comunicado emitido no Grande Prêmio da Inglaterra.
- Nigel Stepney, subsequentemente, se encontrou em junho deste ano com Nick Fry e trouxe com ele Mike Coughlan, da McLaren, com o propósito de verificar oportunidades de trabalho na Honda - acrescentou o comunicado.
- A Honda gostaria de salientar que em nenhum momento do encontro foi oferecida ou recebida qualquer informação confidencial - disse ainda a escuderia japonesa.
- Nick Fry informou (o chefe da Ferrari) Jean Todt e (o chefe da McLaren) Ron Dennis sobre o encontro e se ofereceu para fornecer qualquer informação requisitada por Ferrari e McLaren.
A Ferrari demitiu seu ex-gerente técnico, o britânico Nigel Stepney, no início da semana e ingressou com ação legal contra ele e um outro técnico senior da McLaren, amplamente identificado pelos jornais como o projetista Mike Coghlan, por furto de informação técnica.
Stepney disse na quinta-feira, ao voltar à Itália após férias nas Filipinas, que estava surpreso pela ação da Ferrari e negou qualquer irregularidade.
A McLaren, que lidera o campeonato, assegurou à Ferrari que nenhuma informação vazada foi incorporada aos seus carros.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) está investigando o caso.
A McLaren está 25 pontos à frente da Ferrari na disputa de construtores, com o estreante britânico Lewis Hamilton liderando o campeonato de pilotos, com 14 pontos a mais que o atual campeão Fernando Alonso, seu companheiro na McLaren.
O GP da Inglaterra, que se disputa no domingo, será a nona etapa da competição.
