Poderosos lutam para manter supremacia na Copa América
Agência EFE
MONTEVIDÉU - As equipes mais tradicionais do continente precisarão se esforçar muito para manter sua supremacia na Copa América da Venezuela, depois de algumas zebras na primeira rodada, segundo vários treinadores.
O Brasil, atual campeão, perdeu do México na estréia, e o Peru goleou o Uruguai, dono de 14 troféus continentais.
E embora a Argentina, também 14 vezes campeã, tenha goleado a jovem equipe dos EUA por 4 x 1 depois de estar em desvantagem no começo do jogo, alguns técnicos acreditam que ela também terá de melhorar seu desempenho para chegar à final.
- A Argentina foi a que apresentou o melhor nível nesta primeira jornada. Para a segunda rodada, deve melhorar sua produção pelos jogadores que têm - disse à Reuters Carlos Alberto Torres, capitão do tricampeonato mundial brasileiro (1970), com passagens como treinador por vários times do país.
- Custou, mas a Argentina marcou a diferença com individualidades como as de Crespo, Messi ou Tevez quando entrou - disse o técnico uruguaio Víctor Púa.
- A priori acho que são favoritos, mas o grupo vai ser muito parelho, muito difícil - acrescentou Púa, que conseguiu classificar o país para uma Copa, em 2002, após 12 anos de ausência.
Apesar da vitória, a Argentina está em segundo lugar no Grupo C, pois tem dois gols a menos de saldo que o Paraguai, que goleou a Colômbia por 5 x 0 na estréia.
O Brasil voltou a demonstrar que seu nome já não é sinônimo de vitórias fáceis e que não é tão invencível como antes -- perdeu de 2 x 0 para o México, resultado tido como zebra.
O Brasil não levou grandes nomes, como Kaká e Ronaldinho, mas aposta numa nova geração que tem como destaques Diego e Robinho.
- O grande mérito é do México, e o Brasil confiou um pouco demais nos seus jogadores, na sua capacidade, e não estava mentalizado para a partida - opinou o uruguaio Diego Aguirre, treinado do Alianza Lima.
Com esse resultado e a vitória do Chile sobre o Equador (3 x 2), o Brasil ficou em último no Grupo B.
O mesmo acontece no Grupo A com o Uruguai, derrotado na estréia pelo Peru (3 x 0) e prejudicado pelo empate entre Bolívia e Venezuela (2 x 2).
- Não sei dizer quem é o favorito depois que o México ganhou do Brasil, algo que até há pouco era difícil de admitir. A Argentina é sempre junto com o Brasil uma favorita, e se o Brasil vai mal e a Argentina mais ou menos a tendência é que seja a Argentina que ganhe o campeonato.
- Não se pode vaticinar um favorito. Se a Argentina mantiver esse ritmo de jogo e a capacidade goleadora, vai fazer uma Copa América muito boa', Já para Daniel Carreño, treinador do clube uruguaio Nacional, as outras seleções vêm evoluindo nos últimos anos e a distância entre 'grandes' e 'pequenos' diminuiu.
- Isso marca que as diferenças estão se encurtando cada vez mais e que esses países que antes não participavam normalmente dos primeiros lugares estão ganhando de equipes poderosas, como o Brasil - disse ele a uma rádio uruguaia.
