Copa América registra média expressiva de gols
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PUERTO LA CRUZ - Com uma média de quatro gols por partida, a Copa América que está sendo disputada na Venezuela começa com uma pujança raramente vista em torneios internacionais de seleções.
Entre terça e quarta-feira, em seis partidas as redes balançaram 24 vezes, com destaque para o 5 x 0 do Paraguai sobre a Colômbia.
A história da Copa América começou em 1916, quando a Argentina convidou Brasil, Chile e Uruguai para o primeiro Campeonato Sul-Americano de Futebol. O torneio precursor da Copa América já nasceu sob o signo de uma goleada, o 4 x 0 do Uruguai (primeiro campeão) sobre o Chile. Em 1917, a 'Celeste' repetiu a dose quando sediou a disputa e ficou com o bi.
Dois anos depois, no Brasil, o Chile continuou sendo o saco de pancadas das estréias: levou de 6 x 0, abrindo caminho para o primeiro título internacional da seleção brasileira na história.
Sete anos depois, os chilenos, em casa, dariam o troco, enfiando 7 x 1 na Bolívia na abertura da Copa América-1926.
Mas essas não foram as maiores goleadas da história, pois tal honra fica para os 11 x 0 da Argentina sobre a Venezuela em 1975.
O Brasil também é responsável por algumas grandes goleadas. Em 1949, quando foi sede e campeão, a seleção goleou Equador e Bolívia por 9 x 1 e 10 x 1, respectivamente.
Nas últimas décadas, porém, ficou mais difícil ver goleadas tão expressivas, devido aos sistemas de jogo mais fechados. Mesmo assim, a Copa América está acima da média, como mostram os 5 x 0 do Paraguai sobre a Colômbia e os 4 x 1 da Argentina contra os EUA, ambos pelo Grupo C.
O destaque da goleada paraguaia foi Roque Santa Cruz, que fez três gols. 'Não se faz três gols todo dia, não lembro quando havia sido a última vez que eu havia feito', disse Santa Cruz, artilheiro da competição.
O resultado teve eco na sexta-feira no ambiente político, quando o presidente do Equador, Rafael Correa, e o vice-presidente venezuelano, Jorge Rodríguez, aproveitaram a cúpula do Mercosul, em Assunção, para felicitar publicamente o Paraguai.
Encerrada a primeira rodada, fica a dúvida sobre se a elevada média de gols vai se manter.
- Acho que nesse tipo de partida os resultados são um acidente, porque não há tanta diferença entre uma equipe e outra - disse o argentino Gerardo Martino, treinador do Paraguai.
