☰

EUA voltam à Copa América sonhando em repetir atuação de 1995

Por

Agência EFE

WASHINGTON - A seleção dos Estados Unidos, que volta à Copa América como convidada, quer repetir na Venezuela sua atuação de 1995, quando surpreendeu a todos com uma vitória de 3 a 0 sobre a Argentina e chegou às semifinais.

Esta será a terceira participação dos americanos no torneio continental. Eles foram convidados pela primeira vez em 1993, no Equador, mas não passaram de um modesto 12º lugar.

Dois anos mais tarde, no Uruguai, fizeram história ao golear a Argentina com gols de Frank Klopas, Alexi Lalas e Eric Wynalda, garantindo o primeiro lugar de seu grupo na primeira fase. A equipe só cairia nas semifinais, perdendo para o Brasil - que, por sua vez, acabaria com o vice.

A seleção comandada pelo técnico Bob Bradley chega à competição credenciada pela classificação à final da Copa Ouro - o equivalente à Copa América da Concacaf -, contra o México, mas o elenco que virá é muito diferente.

Bradley optou por uma equipe mais jovem: 15 jogadores do elenco têm dez jogos ou menos pela seleção, e 14 deles possuem menos de 25 anos - o mais novo é o meia Eddie Gaven, com 20.

"A Copa América será uma grande oportunidade de nossos jovens ganharem uma experiência inigualável num torneio internacional do mais alto nível. Nosso objetivo é a classificação para o Mundial de 2010, e estes jogadores podem ter grande influência para chegarmos lá", garantiu o treinador.

Para conter a ansiedade dos garotos americanos, está o goleiro Kasey Keller. O jogador, de 37 anos e que chegou à sua centésima partida pela seleção na Copa Ouro, é o único com experiência no torneio sul-americano, pois participou da edição de 1995. Ele conta ainda com quatro Mundiais em seu histórico.

Outros três jogadores que foram à Copa de 2006 também estarão em campo: o zagueiro Jimmy Conrad, o atacante Eddie Johnson (ambos do Kansas City Wizards) e o meia Ben Olsen, do D.C. United.

E há inclusive um brasileiro entre os novatos: o meia Benny Feilhaber, que é carioca e joga no Hamburgo, da Alemanha. Ele faz faculdade de engenharia mecânica na UCLA, no estado americano da Califórnia, e tem dupla cidadania. O jogador já defendeu os EUA no Mundial sub-20 de 2005.

Os americanos estão no grupo C, e não terão vida fácil.

Ironicamente, estréiam no dia 28 contra aquela mesma Argentina que golearam em 1995 - e tem muitas chances de levarem o troco, pois o adversário é um dos favoritos ao título. O jogo será em Maracaibo.

A segunda partida dos americanos é contra o Paraguai, no dia 2, em Barinas, e a seleção fecha a participação pegando a Colômbia, dia 5, em Barquisimento.