Fifa deveria vetar estádios no Brasil e Argentina, diz Peru
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PERU - O Peru pediu nesta terça-feira que a Fifa vete estádios no Brasil e Argentina por temperatura e umidade para haver igualdade de condições nas eliminatórias da Copa do Mundo da África do Sul, após a entidade proibir partidas a mais de 2.500 metros acima do nível do mar.
Dirigentes do futebol peruano acusaram Brasil, Argentina e Uruguai de estarem por trás do veto da Fifa, embora alguns jogadores da seleção local tenham manifestado apoio à decisão da entidade que controla o futebol mundial.
Entre os afetados pela decisão da Fifa estão Peru, Bolívia, Colômbia e Equador, países andinos que têm estádios na altitude, onde os jogadores podem sofrer tonturas, náuseas, vômitos e fadiga.
- Aqui há um tema de exclusão e queremos reciprocidade. Assim como a Fifa veta sedes de grande altura deveria fazer o mesmo com os estádios em cidades de altas temperaturas como São Paulo e de umidade como Buenos Aires, que também causam dano à saúde dos jogadores - disse à Reuters o preparador físico da seleção peruana, Javier Arce.
Ele afirmou que com o mesmo critério da Fifa de vetar um estádio pela geografia também não se poderia jogar em cidades com temperatura de 30 graus porque se produz um alto grau de desidratação que prejudica o atleta.
- Além de São Paulo, em alguma época do ano também se joga sob alta temperatura em Barranquilla, Colômbia, em Guayaquil, Equador e até em estádios da Venezuela - declarou.
Segundo Arce, também não poderiam ser disputados jogos em cidades com níveis de umidade maiores de 80 por cento, como Buenos Aires.
Autoridades e dirigentes esportivos peruanos criticaram a decisão da Fifa, que gerou rejeição em nível político, com o pedido da Comunidade Andina de uma retificação da entidade.
O Peru planejava jogar as partidas das eliminatórias sul-americanas para o Mundial de 2010 no estádio de Cuzco, a 3.400 metros acima do nível do mar.
