Sul-africanos minimizam declarações de Blatter sobre mudança na Copa

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Agência EFE

JOHANESBURGO - Dirigentes do futebol sul-africano minimizaram as declarações feitas ontem pelo suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa, que disse que poderia levar a Copa de 2010 a outros países se a África do Sul não tivesse condições de sediá-la.

Em declarações à rede britânica 'BBC', o suíço disse ontem que diversos países estariam prontos para organizar o próximo Mundial caso surgisse alguma razão que impedisse a África do Sul de cumprir suas obrigações.

Hoje, o diretor-executivo do comitê organizador do campeonato, Danny Jordaan, disse não acreditar nas palavras de Blatter:

- Não. É impossível, isso não pode ser verdade - disse Jordaan a jornalistas.

Posteriormente, o dirigente sul-africano minimizou importância às declarações e lembrou que, no último dia 2 de abril, o secretário-geral da Fifa, Urs Linsi, reconheceu que a África do Sul fizera 'um progresso maravilhoso' na organização do Mundial.

- Estamos nos concentrando agora na construção dos estádios que devem estar prontos para a Copa - completou.

Esta será a primeira vez que um país africano sediará uma Copa. Por outro lado, os organizadores do torneio receberam críticas no passado pela lentidão dos trabalhos para remodelar e construir os estados que serão utilizados.

Em suas declarações, Blatter disse que se o torneio não puder ocorrer na África do Sul por alguma razão, 'há outros países preparados para organizá-lo' - casos de Espanha, México, Estados Unidos, Inglaterra, Austrália e Japão.

- Sem dúvida, temos a chance de organizar o Mundial em outro lugar se algo acontecer - comentou Blatter.

- Mas outra sede só será escolhida por uma catástrofe natural, uma grande mudança na sociedade sul-africana ou que todo o mundo fique contra o futebol - completou o dirigente da Fifa, o que mostra que sua ameaça pode não ser tão séria assim.