Landis acusa Agência Antidoping americana de violar seus direitos

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Agência EFE

NOVA YORK - O ciclista Floyd Landis, vencedor do último Tour de France, acusou a Agência Antidoping dos Estados Unidos (USDA, em inglês) de ter violado seus direitos civis por não permitir que um representante estivesse presente na realização de novos exames de sua urina, que voltaram a dar positivo.

Através de um comunicado oficial em seu site pessoal, Landis voltou a negar os resultados dos testes feitos pelo laboratório francês de Chatenay-Malabry após sua vitória na prova francesa.

As amostras voltaram a dar positivo por testosterona sintética, substância proibida e que confirmaria o doping durante sua participação na corrida, mais precisamente após a vitória na 17ª etapa.

Segundo o jornal esportivo francês 'L'Equipe', as análises mostram 'claramente' e 'repetidas vezes' que havia testosterona sintética, ou seja, de origem externa, nestas amostras.

Landis não só nega totalmente os novos resultados, mas também acusa a USDA de não ter permitido que Paul Scott, especialista que representa o corredor, pudesse estar presente no último domingo, durante a realização das provas.

- Tanto a USDA como o laboratório francês trabalharam em conjunto para divulgar, de forma deliberada, resultados falsos - expressou Landis através de comunicado oficial.

- É outro exemplo das ações maliciosas contra minha pessoa.

Segundo Landis, a USDA atuou de forma premeditada, negando o direito a expor seus pontos de vista e defender seus interesses.

- Não houve um comportamento justo e limpo na hora de escutar e tratar do meu caso - explicou Landis também através de um comunicado em sua página de internet, em que também pergunta como pode demonstrar sua inocência 'se a USDA criou o ambiente favorável para quebrar suas próprias regras'.

O americano, que voltou a negar ter consumido algum produto proibido, disse ter ficado muito irritado com o comportamento da USDA e dos laboratórios franceses responsáveis pelos novos testes.

Segundo o 'L'Equipe', a revelação de restos de testosterona sintética nas novas análises do laboratório francês acabam com a estratégia de defesa de Landis, que deve comparecer no próximo dia 14 para falar à USDA e pode ser suspenso por dois anos.

Além disso, caso seja considerado culpado de doping, Landis perderia o título do Tour de France, na primeira vez que uma situação como esta acontece em 104 anos de história da prova.

Se isto realmente acontecer, o título passaria ao espanhol Oscar Pereiro, segundo colocado.

Antes de o 'L'Equipe' revelar o conteúdo das análises, o advogado do ciclista, Paul Scott, reclamou que não foi autorizado a assistir aos exames - algo que prejudica, segundo ele, a integridade de todo o processo.

- Nunca vi algo como o que experimentei ontem. A limitação imposta a nós demonstra a falta de objetividade do processo e o interesse da USDA em controlá-lo - afirmou Scott em comunicado.

Diante desta situação, Scott assegurou que os resultados do laboratório francês não são cientificamente válidos.

O presidente da agência antidoping francesa, Pierre Bordry, confirmou que Scott não teve acesso à realização dos testes, no fim de semana passado, porque deveria estar acompanhado de dois especialistas da USDA, que não foram com ele.