Blatter prepara terreno para terceiro mandato na Fifa
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ZURIQUE - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, está preparando as metas de sua campanha para os próximos quatro anos à frente da entidade, apesar de não enfrentar nenhuma oposição aparente ao principal cargo do futebol internacional. Embora não tenha que encarar a reeleição até o congresso anual da Fifa, em maio, o suíço de 71 anos tem efetivamente pouco mais de uma semana até que seu próximo mandato seja confirmado. Qualquer candidato que deseje concorrer contra Blatter deve apresentar seu nome antes de primeiro de abril - e até agora ninguém fez isso.
- Ainda há uma chance que isso aconteça, mas não acho que acontecerá - disse Blatter na sede da Fifa, nesta sexta-feira.
- Há uma expressão francesa que diz que se você ganha sem adversário, então é um triunfo sem glória, mas para mim será uma espécie de glória quando você conhece a história da minha presidência.
Blatter derrotou o ex-presidente da Uefa Lennart Johansson quando conquistou seu primeiro mandato na Fifa, e depois venceu em 2002, quando enfrentou acusações de má administração financeira após a falência da parceira de marketing da Fifa ISL.
- Eles não me queriam em 1998, depois tentaram me matar em 2002 e agora eles me entregam a presidência na bandeja, então este é um tipo de reconhecimento e satisfação.
Blatter vai apresentar suas propostas em abril - haja ou não adversário - mas disse que sua principal mensagem será o foco na responsabilidade social do futebol.
- Nós trabalhamos para desenvolver o esporte e levá-lo ao mundo todo, mas agora temos que fazer alguma coisa por um futuro melhor nesse mundo com futebol.
Em particular, Blatter disse que deseja combater as desigualdades financeiras causadas por 'excesso de investimentos' nos clubes mais saudáveis do mundo, tratar o problema da violência dentro e fora de campo e erradicar o persistente problema do racismo.
- Minha definição de sucesso será se dentro de quatro ano as pessoas disserem que a disciplina voltou, os jogadores estão se comportando bem, os estádios nos grandes países são confortáveis e seguros, a violência e o racismo desapareceram e há bem pouca corrupção - porque sabemos que sempre haverá tentação.
