Colômbia diz que declarações de Blatter foram infelizes

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REUTERS

BOGOTÁ - A Colômbia considerou infelizes as declarações feitas na quarta-feira pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, que classificou a proposta do país para sediar a Copa do Mundo de 2014 como uma campanha de relações públicas para desviar a atenção dos problemas.

Acredita-se que o Brasil será eleito como sede de 2014, porém a Colômbia também apresentou proposta em dezembro do ano passado e o anúncio oficial da Fifa acontece somente em novembro deste ano. A Colômbia não tem apoio de nenhum país da América do Sul, cuja confederação anunciou apoio formal à proposta brasileira.

- Acho que as declarações do presidente da Fifa são infelizes, porque achar que o governo colombiano tem uma segunda intenção, significa pensar além do que as palavras do presidente querem dizer - disse o chanceler colombiano, Fernando Araújo.

- Acredito que o presidente (Alvaro Uribe) demonstrou em todas as suas aparições públicas uma transparência total e absoluta, e acho que não se pode dar segundas intenções à proposta. O presidente da Colômbia merece todo o respeito de toda a comunidade internacional - acrescentou.

Blatter disse na quarta-feira que a candidatura da Colômbia seria parte de uma campanha de relações públicas para promover o país no mundo, e não com verdadeira intenção de realizar a competição.

A Colômbia vive um conflito interno entre as Forças Armadas, guerrilhas de esquerda e esquadrões paramilitares de direita há mais de quatro décadas que mata milhares de pessoas por ano.

O país, considerado maior produtor mundial de cocaína, ainda vive atualmente um escândalo político pela suposta ligação de parlamentares ligados ao presidente Alvaro Uribe com os paramilitares. A Colômbia abriu mão de sediar a Copa do Mundo de 1986 por dificuldades econômicas.