Justiça italiana proíbe entrada de torcedores racistas nos estádios

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Agência EFE

ROMA - A Corte Suprema italiana confirmou uma ordem do juiz de pesquisas preliminares de Messina, na Sicília, que proíbe a entrada nos estádios de torcedores que repreenderem os jogadores com palavras de ordem racista.

A decisão do Supremo, que também obriga estes torcedores a se apresentar numa delegacia antes e depois dos jogos disputados em suas cidades, é referente a um episódio de novembro de 2005, num jogo entre Messina e Inter de Milão.

Naquela partida, torcedores da Inter proferiram insultos racistas ao marfinense Marc André Zoro, do time local.

Zoro, irritado com a situação, tentou deixar o gramado, mas desistiu da idéia após ser convencido pelo árbitro e pelos jogadores das duas equipes.

Uma pessoa acabou presa pelo incidente, identificada pelas câmeras presentes no estádio.

Segundo o Supremo, as frases racistas, entre outras questões, expressam 'formas de desprezo e de marginalização em relação a indivíduos ou grupos pertencentes a comunidades étnicas e culturais diferentes, freqüentemente consideradas inferiores'.

Além disso, 'o racismo é só violência do ponto de vista ideológico'.