Uma dor que é de todos
A tragédia da última sexta-feira não atingiu somente o Flamengo. Abalou a comunidade do futebol em todo o Brasil. E não foi diferente nas Laranjeiras. Ontem, na antevéspera do Fla-Flu pelas semifinais da Taça Guanabara, o zagueiro tricolor Digão ainda se mostrava abalado.
" A semana não é das melhoras para se jogar, todo mundo muito triste. Todos os jogadores passam por essa transição e sabem como é difícil largar a família longe e ir atrás de um sonho. Jovens com futuro promissor, que queriam dar o melhor para as famílias e acontece essa fatalidade. É difícil, mas, infelizmente, a vida tem que seguir", disse o jogador.
O fato de os jogadores do Flamengo serem mais próximos das vítimas não significa, para Digão, que o Fluminense poderá levar vantagem psicológica no clássico de amanhã, no Maracanã. "Todos ficaram abalados. Sinto como se fosse alguém da minha família. Vivemos essa fase da categoria de base e sabemos como é difícil. Senti muito. Sou pai, sei o quanto é difícil. O Abel sabe muito bem com é essa dor. Infelizmente aconteceu. Lamentamos profundamente. Todos ficaram abalados", acrescentou Digão.
Enquanto isso, a diretoria trata da estreia de Paulo Henrique Ganso. A ideia é que ele esteja em campo dia 22/2, uma sexta-feira, contra o Bangu. A partida está marcada para Moça Bonita, mas o tricolor tenta levá-la para o Maracanã.
