Dia de eleição tem engarrafamento em vários pontos da cidade

Sujeira nas ruas ainda é um problema em várias regiões 

Por Gisele Motta *

Neste domingo (5), além da infeliz sujeira habitual de todas as eleições, o trânsito foi o principal problema relatado pelos eleitores. Quem mora perto de onde vota optou por ir andando, mas aqueles que votam longe enfrentaram engarrafamento em vários pontos da cidade. Em locais pontuais, os cidadãos também encontraram filas nas suas sessões eleitorais que demoraram até uma hora.

No Rio Comprido, Zona Norte do Rio, um dos principais locais de votação é a Universidade Estácio de Sá, na Rua do Bispo. Cristiane Costa, que vota no local e mora em Madureira, optou pelo carro e viu o trajeto demorar mais do que o normal. "Peguei muito trânsito em Madureira e depois no Méier", disse ela. Depois do trânsito, a votação foi tranquila. Mas ela destacou o lixo como um problema. “Está muito sujo, como acontece todos os anos", disse ela. 

Na Rua do Bispo, em frente à zona eleitoral, pôde ser visto bastante lixo nas ruas e uma boca de urna discreta, já que uma cabine da PM localiza-se na esquina da instituição. Uma viatura também estava parada em frente ao local de votação e intimidou as muitas pessoas que entregavam santinhos. 

Roseane Clares, que veio de São Januário para votar no Rio Comprido, disse que seu ônibus demorou mais de 40 minutos para passar. “Depois que eu peguei foi tranquilo, mas demorou muito mais do que o normal”, disse ela.

O taxista Cosme Neto também viu um transito anormal no dia de hoje. Ele saiu de Jacarepaguá até a Tijuca, pela Grajaú-Jacarepaguá. “Está tudo engarrafado, mas preferi vir para a Zona Sul porque em Jacarepaguá está ainda pior. Mas estou indo para casa agora, porque não tá dando pra rodar tranquilo”, lamentou ele, dizendo que os motoristas estão mais irresponsáveis. Segundo ele, a limpeza da cidade parece melhor. “O que vemos de sujeira é o que o povo suja normalmente mesmo. Vi pouco santinho tirando os locais de votação. Mas não é crime?”, questionou ele. 

Sim, é crime. Qualquer tipo de propaganda no dia da eleição é crime. O eleitor só pode manifestar sua opinião de maneira pessoal, usando uma camisa ou adesivos do candidato, por exemplo. 

Deoclério Ferreira, de 63 anos, disse que na hora de votar não conseguiu entrar na fila de prioridade. "Aquelas prioridades que conhecemos, adultos com crianças, gestantes estavam funcionando. Mas a funcionária disse que só pessoas acima de 65 anos poderiam entrar na fila, enquanto eu tenho 63, não poderia. Eu sabia que ela estava errada, mas não adiantou", disse Deoclério. Ele estava correto. Segundo a lei Lei 10.048, de 2000, a prioridade para idosos é a partir dos 60 anos. 

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Na Zona Oeste, a Avenida Santa Cruz estava engarrafada desde o começo, próximo a Vasconcelos, até Bangu. Um deslocamento que dura em média 15 minutos, levava uma hora. O número de carros na rua era muito maior. O taxista Neto também se surpreendeu. “Tem muito carro na rua. As pessoas tem que aprender a votar perto de casa, para evitar esse caos”, disse ele.

Além dos problemas para chegar no local de votação, alguns lugares apresentaram filas enormes. Alex Sandro da Silva, que vota no Rio Comprido, diz que ficou pelo menos uma hora na fila. “Acho que tinha pelo menos umas 50 pessoas na fila. A desculpa que eles deram é que uma pessoa estava com dificuldades de votar e acabou atrasando. Mas eu vi muito mais gente do que o normal, acho que aumentaram a sessão”. Para ele, a questão da sujeita melhorou. Ele viu menos propaganda de políticos descartada do que na última votação.

Em Campo Grande, no Ciep Hernelto Martins, uma fila de quase 30 pessoas se formou por causa de um problema na urna. Ele foi resolvido com a troca desta urna nas primeiras horas de votação. A nova urna, porém, tinha que ser reiniciada repetidamente para funcionar e outra fila se formou. As pessoas esperaram pelo menos meia hora. Neste local, a quantidade de lixo era muito grande. Boca de urna acontecia na esquina do local de votação e o lixo se estendia por várias ruas depois do local de votação. Nenhuma fiscalização foi vista. 

Laranjeiras, na Zona Sul, surpreendeu. O lixo no chão era mínimo e não havia distribuição de panfletos ou santinhos. Algumas pessoas passaram carregando bandeiras do Psol e do PT, mas sem abordar eleitores. A Zona eleitoral considerada a maior da Zona Sul, estava tranquila e sem tumulto do lado de fora. 

* do projeto de estágio do 'JB'