Mensalão e briga entre igrejas devem esquentar debate em SP
O bate-boca entre as igrejas Católica e Universal do Reino de Deus, e o julgamento do suposto esquema de compra de apoio no Congresso conhecido como mensalão, deve dominar boa parte do debate entre oscandidatos à Prefeitura de São Paulo na noite desta segunda-feira, promovido pelo TV Cultura e jornal O Estado de S. Paulo. Os temas já foram levantados na chegada por alguns concorrentes, que embora defendam que esperam abordar propostas, admitem que o momento é "tenso" nos bastidores.
"Acho que esse vai ser um daqueles que vão mirar o fígado", disse a candidata do PPS, Soninha Francine, citando o acirramento dos bate-bocas nos bastidores.
"Se nenhum candidato perguntar sobre o tema, certamente os jornalistas vão", opinou a ex-vereadora, ao ser questionada sobre o peso que o tema do julgamento do mensalão deve ter no encontro de hoje.
O candidato do PT, Fernando Haddad, não quis comentar o julgamento do mensalão ao chegar no local e disse esperar um debate propositivo, embora o socialista Carlos Giannazi tenha deixado claro que vai abordar o tema. O candidato do PSDB, José Serra, que esta tecnicamente empatado na segunda colocação nas pesquisas eleitorais, não falou com a imprensa ao chegar ao local do debate.
Outro assunto que deve esquentar a corrida eleitoral é a briga entre as igrejas Católica e a Universal, acirrada após o Dom Odilo Scherer divulgar uma carta criticando o presidente do PRB, Marcos Pereira, bispo licenciado da Universal.
"A igreja Católica reagiu a crítica que o Marcos Pereira fez. É importante o candidato responder isso, não se deve esconder nada do eleitor. Se de fato ele é o candidato da Universal, se a universal esta sedo usada como comitê, ele tem que admiti isso", disse Gabriel Chalita (PMDB), já adiantando a postura que deve adotar hoje.
O candidato do PDT, Paulinho da Força, admitiu que os tema devem ser centrais, mas prometeu se manter neutro.
"Não vou atacar pessoalmente os candidatos, vou apresentar propostas", disse o deputado.
