Gastos da Prefeitura com publicidade e nota baixa no Ideb são alvos de críticas
Duras críticas contra o gasto de quase R$ 100 milhões da Prefeitura do Rio de Janeiro com publicidade abriram o segundo bloco do primeiro debate que reúne os cinco principais candidatos à cadeira de prefeito da cidade do Rio. O pontapé inicial foi dado pelo candidato do Psol, Marcelo Freixo, que classificou a prioridade do atual prefeito como um gasto "abusivo e desnecessário".
"Há um registro de crescimento de 13.700% dos gastos com publicidade na gestão do atual prefeito. Paralelamente, temos a cidade com a pior saúde pública do país, segundo dados do próprio Ministério da Saúde, aliado do prefeito. A nossa educação teve a pior nota do Ideb. Por que o prefeito não usa a publicidade para combater a tuberculose e a dengue? Tem como usar o dinheiro para fins realmente úteis para a população. Mas a prioridade da atual gestão é empregar a verba em prol do interesse privado", disparou Freixo.
A resposta ao ataque veio cerca de dois minutos depois, quando Paes disse que Freixo "estava falando de uma outra cidade" e questionou a colocação do Rio no Ideb. "O Rio não foi o pior colocado no Ideb", disse Paes em resposta ao candidato do PSOl.
Rodrigo Maia (DEM) endossou as críticas de Freixo e apontou o "abandono do servidor público municipal" como falha do peemedebista. "Precisamos ampliar o horário das creches, que hoje fecham às 17h. Colocaram as merendeiras para trabalhar na Comlurb. A mudança não favorece em nada a educação. O prefeito trouxe também uma paulista para ser secretária de educação. É por isso que eu quero ter ao meu lado um professor para secretário de educação, porque este sim poderá reconhecer os problemas das escolas do Rio", afirmou.
Mudando o rumo do debate, Paes questionou Otávio Leite, do PSDB, sobre suas propostas para a área cultural e elencou as últimas realizações da atual Prefeitura, como a reabertura do Imperator (Centro Cultural João Nogueira), fechado há 16 anos.
"A cultura do Rio de Janeiro tem dinâmica própria", limitou-se o tucano antes de voltar a falar sobre a educação carioca. "Precisamos de dois professores nas salas de aula, principalmente nas classes de alfabetização. A Cidade da Música, se eu fosse prefeito, já teria colocado para funcionar há muito tempo. Basta realizar uma licitação internacional e transformar aquilo num pólo cultural para a Zona Oeste", afirmou.
Apelo para evitar demolição da Perimetral
O tucano Otávio Leite aproveitou o debate para fazer um "apelo" ao prefeito candidato à reeleição pela não demolição do Elevado da Perimetral.
"Para que gastar R$ 1 bilhão e 500 milhões para demolir a Perimetral? O caos que esta demolição vai gerar à população é muito grande. Há que se preservar o ir e vir das pessoas. Apoio a revitalização da Zona Portuária, mas a demolição da Perimetral é insana, com respeito ao Eduardo Paes. Faço um apelo pela não demolição", abriu a deixa para a candidata do PV, Aspásia Camargo, também explorar o assunto.
"A área portuária demorou muito tempo para começar seu processo de revitalização. Certamente porque o Rio tem uma dependência muito grande do governo federal. Para mim, a construção da Perimetral foi desastrosa, mas não estou convencida de que temos que demolí-la.
