Adversários usam debate para atacar Eduardo Campos, em Pernambuco
No debate promovido pela TV Jornal, filiada do SBT em Pernambuco, nesta quinta-feira (23), o candidato à reeleição, Eduardo Campos (PSB), foi o alvo preferencial dos adversários na disputa ao governo, Jarbas Vasconcelos (PMDB), Edilson Silva (Psol) e Sérgio Xavier (PV). No entanto, na maior parte das intervenções, o governador manteve a estratégia de entrar "na briga" dos participantes. Mas, quando o senador peemedebista o acusou de "calar a oposição com cooptação", no terceiro bloco, o líder do PSB exigiu direito de resposta que lhe foi concedido. "Essa tem sido uma frase recorrente do nosso adversário. Não há cooptação. Há um reconhecimento do trabalho que estamos fazendo, em vez de cuidar dessas brigas que não tem nada com o nosso povo", disse.
Quando obteve a palavra novamente, Jarbas criticou o direito de resposta dado a Campos. "Quero registrar meu inconformismo. Cooptação não é compra de voto. É política de toma lá, dá cá". Edilson Silva também utilizou suas intervenções para atacar o governador. O oposicionista relembrou o escândalo envolvendo a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), controlada pelo Estado, quando foram denunciados pagamentos de shows que não foram realizados.
"O senhor (Campos) investiu R$ 100 milhões em propaganda e para o enfrentamento ao crack, o governador colocou R$ 52 milhões. Menos que os R$ 62 milhões desviados na Fundarpe com shows estranhos", disse Silva.
Eduardo Campos respondeu à crítica de Edilson Silva, dizendo que "gostaria de estar discutindo com mais profundidade". Apesar dos ataques, Campos deu uma alfinetada velada em Jarbas Vasconcelos. "Outros candidatos não vieram aos debates em outros tempos. Quis vir para um debate de propostas. Não para um debate de insinuações e tentativas de desqualificar um ao outro", afirmou o candidato à reeleição.
Sérgio Xavier disse que Jarbas e Eduardo Campos têm propostas iguais e até brincou com a tonalidade das roupas de ambos, que eram a mesma. Ele utilizou o problema do uso de drogas para atacar o governador. "As ações contra o crack chegaram tarde. No passado, não houve um processo de proteção social do jovem", falou Xavier.
