PSDB age para barrar fortalecimento do PT em São Paulo

Por Marcela Rocha, Portal Terra SÃO PAULO

Marcela Rocha, Portal Terra

S O PAULO - O PSDB de São Paulo pretende fazer uma reunião ampliada com filiados do Estado para discutir e tentar aumentar a participação deles nas campanhas majoritárias. O partido teme uma sangria nos votos do ex-governador e candidato à presidência, José Serra, causada pela ostensiva presença da petista Dilma Rousseff e de seu principal cabo eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Estado governado por tucanos há 16 anos.

Serra já perdeu espaço para sua adversária em São Paulo, Estado onde reinava absoluto nas pesquisas de intenção de voto. "É proselitismo, discussão de ideias", afirma o organizador, deputado Mendes Thame. Dilma carregou sua agenda nos últimos dias com eventos na capital paulista. Nesta segunda-feira (23), fez uma panfletagem em São Bernardo na companhia de Lula.

O partido também fará, no dia 1º de setembro, um encontro de prefeitos paulistas na casa de shows Credicar Hall. Foram convidados cerca de 450, que apoiam a coligação para eleger o candidato ao governo Geraldo Alckmin e Serra. À frente da organização, está o deputado estadual Sydnei Beraldo. O encontro foi articulado por Serra e pelo governador de São Paulo, Alberto Goldman, em conjunto com a chapa paulistana: Alckmin e os candidatos ao Senado, Aloysio Nunes e Orestes Quércia.

A sigla espera receber ao menos 300 prefeitos da coligação (PSDB, PMDB, PPS e PTB) e, segundo tucanos paulistas, "contagiá-los" para evitar aproximações com a ala petista do PMDB em São Paulo, liderada por Michel Temer, vice de Dilma. O evento serve também como resposta ao candidato do PT ao governo, Aloizio Mercadante, que explorou eleitoralmente uma suposta debandada de prefeitos da coligação tucana. Segundo os cálculos do PSDB no Estado, perderam apenas um prefeito para a base petista.