Com queda de Serra nas pesquisas, Marina acredita em 2º turno

Por Marina Gama, Portal Terra SÃO PAULO

Marina Gama, Portal Terra

S O PAULO - A candidata à presidência da República pelo PV, Marina Silva, está apostando na chance de seguir para o segundo turno com a queda de seu opositor, José Serra (PSDB), nas pesquisas . "Tenho certeza que daqui até o dia 3 de outubro, muita coisa vai acontecer", disse.

Apesar de as pesquisas mostrarem uma estabilização das intenções de voto para a candidata verde, ela afirma não ficar triste por acreditar que seu eleitorado "nas ruas é muito maior do que aparenta". "Não tenho dúvidas que há um potencial muito grande para que nosso projeto possa crescer", afirmou.

Durante o lançamento do Manifesto de Lideranças Sindicais em apoio a Marina Silva, nesta terça-feira (24), a presidenciável insinuou que Serra estaria antecipando sua derrota e "jogando a toalha".

Apoio no Congresso

Questionada sobre como conseguiria o apoio da maioria do Congresso, caso seja eleita, Marina disse acreditar que os últimos anos tenham ensinado aos políticos a não fazer "oposição por oposição" e acrescentou ser possível um alinhamento entre aqueles que se mobilizam por um projeto.

"Tem muita gente do PT, do PMDB e até dos Democratas que, eu duvido que, se tiver a primeira mulher presidente da República, com esse projeto, com essa plataforma, com essa visão (...), diria: 'não, não estou nem aí com esse projeto. Eu quero que quanto pior melhor, porque assim eu vou ganhar as próximas eleições'. Espero que os últimos 16 anos tenham nos ensinado", afirmou.

A ex-ministra disse ainda que seus projetos no Ministério do Meio Ambiente foram todos aprovados. "Todo mundo diz que a favor de uma matriz energética limpa, estaremos juntos para a governabilidade. O controle de inflação não é algo que é importante para todos? Teremos uma base para dar governabilidade a esse projeto. Reduzir desmatamento não é um compromisso de todos? Teremos uma base para fazer isso", declarou.

Mas ao ser questionada sobre como conseguir a maioria para fazer as reformas política e tributária, Marina esquivou-se: nNem esses que tem aliança de A a Z - para usar as letras e não adjetivar - conseguiram. A maioria não resolve, essas maiorias estão no mesmo lugar porque foram justamente eles que interditaram o processo. Talvez, se a gente fizer um realinhamento, a gente consiga".