Após pesquisa, Marta pede "cabeça fria" a Mercadante
Priscila Tieppo, Portal Terra
S O PAULO - A candidata ao Senado Marta Suplicy (PT) comentou as pesquisas divulgadas pelo Instituto Datafolha, neste sábado (14) e disse que no caso de Mercadante - que aparece com 16% das intenções de voto, contra 54% de Geraldo Alckmin (PSDB)-, a população ainda não sabe das candidaturas do governo, Senado e proporcionais. "Isso demora um tempo e geralmente ocorre depois do começo da propaganda na TV. No momento, o que tenho dito ao Mercadante é que ele tenha cabeça fria porque a coisa não é assim", afirmou a petista ao Terra, durante evento realizado no Jockey Club de São Paulo.
Sobre as pesquisas presidenciais, Marta disse que "é provável" que Dilma vença no primeiro turno. A ex-ministra da Casa Civil está com oito pontos à frente de Serra, que tem 33%. "Mas se não der no primeiro, dá no segundo. Eu acredito que vamos ganhar até no Estado de São Paulo".
Ela não quis comentar as entrevistas dos presidenciáveis concedidas ao Jornal Nacional, pois disse não ter assistido. Sobre o fato do tucano Serra tentar dissociar a imagem de Dilma de Lula, ela afirmou que isso não adiantará. "Ele pode fazer o que quiser. Como o Lula disse na convenção do partido: 'meu nome agora é Dilma'. Eu conto isso para o povo, o povo ri, ri mas vota", disse.
Social com o Japão
Marta Suplicy foi convidada para um almoço com a comunidade japonesa e chegou ao evento acompanhada do namorado e presidente do Jockey, Márcio Toledo.
Com um conjunto de veludo marrom e cacharel caramelo, a candidata entrou no salão principal e cumprimentou a todos os presentes, passando em cada mesa e posou para fotos.
Depois, assistiu às apresentações que ocorreram antes das corridas de cavalos, promovidas pela 16ª Copa Japão de Turfe, e vibrou em algumas delas.
Entre uma conversa e outra com os presentes, em sua maioria japoneses, ela tomava um gole de vinho ou champanhe e comia pastéis. Discreta e sempre com um sorriso no rosto, Marta não passou despercebida e recebeu a companhia do cantor Agnaldo Rayol, que fez questão de cumprimentá-la e sentar-se ao seu lado na mesa de almoço.
A petista participou da tradição do saquê, que costuma trazer boa sorte para quem bate com um martelo em um barril cheio da bebida e depois a toma, compartilhando com os demais presentes.
Marta não fez nenhum discurso, por se tratar de um evento social e não de campanha, mas foi colocada ao lado de Agnaldo Rayol no momento em que este cantava Ave Maria e sorriu para todos os fotógrafos presentes.
