Petróleo oscila no fim da semana, com mercado de olho na Opep e nos EUA
Os barris de petróleo negociados em Londres e Nova York oscilam nesta sexta-feira (4), em uma semana que começou com ganhos, mas reverteu o movimento em meio a dados de estoques dos Estados Unidos e da Opep.
A Opep tem reunião no início da semana que vem, em Abu Dabi. Dados preliminares apontarem possível alta na produção do cartel em julho.
Na tarde desta sexta-feira, a Baker Hughes também divulga o relatório semanal de poços e plataformas em atividade nos EUA.
Às 9h49, o barril de Brent para outubro negociado na ICE, em Londres, tinha queda de 0,33%, a US$ 51,84. Já o barril de WTI para entrega em setembro, negociado no Nymex, em Nova York, recuava 0,33%, a US$ 48,87.
Às 10h43, o petróleo do Mar do Norte tinha alta de 0,08%, a US$ 52,05, enquanto o crude do Texas avançava 0,12%, a US$ 49,09.
Às 16h, o barril de Brent registrava alta de 0,77%, a US$ 52,41, e o barril de WTI já tinha alta de 1,06%, a US$ 49,55.
Na semana passada, os barris de petróleo tiveram valorização com a queda maior que a esperada nos estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos, e também com as declarações da Arábia Saudita e da Nigéria. A Arábia Saudita prometeu limitar exportações a 6,6 milhões de barris diários em agosto e a Nigéria anunciou que não deve produzir mais do que 1,8 milhão de barris diários.
O acordo da Opep, iniciado em janeiro deste ano e que ganhou reforço em maio, não vinha gerando os efeitos esperados devido ao avanço da produção dos Estados Unidos e de países como a Nigéria e a Líbia, que integram a Opep.
Os barris de petróleo, que custavam em torno dos US$ 100 até o final de 2014, chegaram abaixo de US$ 30 no ano passado.
