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Petróleo fecha em queda forte com tensão na Venezuela e oferta da Opep

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Os contratos futuros de petróleo encerraram em queda nesta terça-feira (1º), pressionados pelo noticiário sobre a Venezuela e por temores em relação à oferta da commodity dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI com vencimento em setembro fechou em queda de 2,01%, a US$ 49,16. Já o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 1,78%, para US$ 51,78.

Ainda pela manhã, o banco americano Goldman Sachs divulgou relatório no qual avaliou que a implementação de sanções dos Estados Unidos contra o setor de petróleo da Venezuela teria impacto limitado nos preços do barril.

O mercado aguarda os dados semanais sobre os estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos, que serão divulgados ainda nesta terça pelo American Petroleum Institute (API). Os dados oficiais serão conhecidos na manhã de quarta-feira (2), pelo Departamento de Energia norte-americano (DoE)

Às 10h13, o barril de Brent para outubro negociado na ICE, em Londres, tinha queda de 0,59%, a US$ 52,41. Já o barril de WTI para entrega em setembro, negociado no Nymex, em Nova York, recuava 0,44%, a US$ 49,95.

Às 14h09, o barril de WTI tinha queda de 2,43%, a US$ 48,95. No mesmo horário, o barril de Brent tinha queda de 2,30%, a US$ 51,51. 

Na última semana, os barris de petróleo tiveram valorização com a queda maior que a esperada nos estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos, e também com as declarações da Arábia Saudita e da Nigéria. A Arábia Saudita prometeu limitar exportações a 6,6 milhões de barris diários em agosto e a Nigéria anunciou que não deve produzir mais do que 1,8 milhão de barris diários. 

O acordo da Opep, iniciado em janeiro deste ano e que ganhou reforço em maio, não vinha gerando os efeitos esperados devido ao avanço da produção dos Estados Unidos e de países como a Nigéria e a Líbia, que integram a Opep. 

Os barris de petróleo, que custavam em torno dos US$ 100 até o final de 2014, chegaram abaixo de US$ 30 no ano passado.