Petróleo fecha em queda nesta segunda-feira

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta segunda-feira (5), revertendo os ganhos desta manhã, com o rompimento das relações entre a Arábia Saudita e três outros países árabes com o Catar, acusado de apoiar o terrorismo.

O petróleo WTI para julho negociado em Nova York fechou em queda de US$ 0,26 (-0,54%), a US$ 47,40 o barril. Em Londres, o Brent para agosto fechou em queda de US$ 0,48 (-0,96%), a US$ 49,47 o barril.

Às 9h37, o barril de Brent para agosto negociado na International Exchange Futures (ICE), em Londres, tinha queda de 0,94%, a US$ 49,48. Já o barril de WTI para entrega em julho, negociado no New York Mercantile Exchange (Nymex), em Nova York, registrava desvalorização de 0,88%, a US$ 47,24.

Os preços pularam durante a noite como resposta à notícias de que Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrain e Egito cortaram laços com o Qatar, acusando o país de oferecer suporte ao terrorismo, em uma ação inédita entre os mais poderosos membros do Conselho de Cooperação do Golfo.

Na sexta-feira (2), o petróleo fechou a semana com desvalorização, com o temor de que, que, com a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima, as atividades de perfuração dos EUA fiquem ainda mais intensas, agravando o excedente global.

A esperada reunião da Opep do dia 25 de maio concretizou a extensão do acordo firmado pelo cartel e outros países como a Rússia por mais nove meses, até março de 2018. Até agora, o acordo iniciado em janeiro teria tido um impacto modesto, devido a um aumento na produção de países que não participam do pacto como a Líbia, e ao aumento incessante da produção nos Estados Unidos.

Como parte do acordo, a Nigéria e a Líbia continuam isentos de realizar cortes, enquanto o Irã teria a possibilidade de aumentar a produção no mesmo nível de referência, em torno de 3,7 milhões de barris por dia, acertados em novembros do ano passado.