Fundo Société Mondiale responde a questionamentos da imprensa

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O fundo Société Mondiale informa, pela assessoria de imprensa, ter recebido os seguintes questionamentos da jornalista Flavia Galembeck, da revista lstoÉ Dinheiro, para os quais prestou os esclarecimentos abaixo: 

No caso da indenização que Tanure supostamente pagou para Rafael Mora, isso se tratou da venda de um assento no conselho de administração? Se sim, qual a relação entre Tanure e o sucessor de Mora? 

O fundo Société Mondiale refuta essa suposição. Como já divulgado, o fundo Société Mondiale tomou conhecimento da saída de Rafael Mora do Conselho de Administração da Oi por meio do comunicado de sua renúncia, que, conforme informado, se deu por questões pessoais. 

Sobre a entrevista concedida por João Mendes para mim, ele sugere que parte de sua estratégia de defesa seria questionar o valor pago por bondholders, iá que muitos deles supostamente teriam comprado esses títulos com desconto, no mercado secundário. Há precedentes disso aqui no Brasil? Isso não se con­figuraria, caso a tese foi aceita pelo Judiciário, em quebra de contrato? 

Cabe exclusivamente aos administradores da Oi definir a melhor estratégia de negociação e conduzir as tratativas com os stakeholders da companhia. O fun­do Société Mondiale reitera seu apoio à Administração da empresa. 

É verdade que o sr. Tanure com frequência manda cartas ameaçando os execu­tivos da Oi, para que eles não negociem com bondholders? 

Essa informação é improcedente e tendenciosa. O fundo Société Mondiale tem uma postura de apoio à Administração da Oi. 

Ouvi hoje que a estratégia real do sr. Tanure seria criar um impasse nas ne­gociações do plano de RJ para que haja intervenção, o que poderia forçar a venda de ativos da Oi. O sr. Tanure tem conversado com companhias con­correntes da Oi? Gostaria de comentar sua visão sobre essa possibilidade de intervenção do governo? 

Novamente, o fundo Société Mondiale refuta veementemente esta desinfor­mação. O fundo Société Mondiale confia que o management está engajado na recuperação da companhia, e, devido à melhoria operacional e financeira, não existe fundamento para qualquer medida do governo. Ademais, entes do gover­no, notadamente o ministro Gilberto Kassab, entres outros, têm afirmado reite­radas vezes sua crença na solução de mercado. O melhor cenário para a Oi é uma solução de mercado, como está ocorrendo. 

Conforme já informado, o fundo Société Mondiale acredita que nenhum ativo no Brasil deve ser vendido. O fortalecimento da Oi passa justamente pela manutenção e modernização da sua operação integrada no país. 

Procede a informação de que os bancos públicos credores da Oi estão alinha­dos aos bondholders porque exigem melhoria da governança da companhia e não acreditam numa gestão capitaneado pela parceria Tanure-Pharol, ainda mais depois da suposta venda de um assento no conselho? 

O fundo Société Mondiale refuta a alegação tendenciosa e descabida feita nes­ta pergunta. Compete ao management da companhia negociar com seus diver­sos stakeholders. O entendimento do fundo é que grandes avanços foram feitos e que a Assembleia Geral de Credores, quando realizada, terá o apoio mais do que suficiente para a aprovação do plano e o consequente fortalecimento da Oi. 

Procede a informação de que o fundo PointState rompeu com Tanure e que estaria angariando outros acionistas para defender sua própria proposta? 

O fundo Société Mondiale não participa de qualquer grupo de acionista nem tem conhecimento de que o exista. O fundo apoia a gestão da Oi nos seus es­forços de negociar com os stakeholders o Plano de Recuperação Judicial a ser aprovado em Assembleia Geral de Credores. O plano sólido permitirá que a Oi saia fortalecida da RJ. 

Uma fonte afirmou que o Palha e o Tanure discutiram ontem. Isso é verdade? A aliança com a Pharol terminou? 

O fundo Société Mondiale é acionista da Oi, assim como diversas pessoas fí­sicas e instituições também o são. Entre eles, está a Pharol. A relação com a Pharol se limita à condição de acionistas minoritários da mesma companhia.